Alunos do campus São Vicente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) iniciaram uma forte mobilização nesta segunda-feira (18) e ocuparam as dependências da instituição em protesto contra a falta de infraestrutura, denúncias de assédio e o descumprimento de promessas da gestão central. Os alunos iniciaram uma paralisação e as aulas estão interrompidas.
Em nota, o Centro Acadêmico de Zootecnia listou as demandas estudantis: pedem por
reformas das repúblicas que foram prometidas no período eleitoral e não foram cumpridas, melhoria da segurança no campus e repúblicas, garantia de transporte para visitas técnicas e aulas práticas, essenciais para a formação dos estudantes, melhoria da qualidade da água disponibilizada, transparência nas decisões institucionais e diálogo aberto além da apuração de denúncias de assédio dentro do instituto.
Luciano Rosa, diretor dos IFMTs pela União Estadual dos Estudantes (UEE-MT), manifestou-se publicamente nas redes sociais criticando duramente a postura da reitoria, classificando a situação atual como uma "vergonha para a gestão". Segundo a liderança, as demandas da comunidade escolar de nível médio, técnico e superior vêm sendo ignoradas desde o período eleitoral da instituição, quando promessas de melhorias estruturais foram amplamente divulgadas.
O movimento estudantil exige soluções práticas para garantir uma convivência plena, segura e digna dentro do ambiente educacional.
O clima de indignação transformou a rotina do campus, que amanheceu tomado por cartazes de protesto colados nas portas, paredes e áreas de grande circulação das instalações. Os alunos organizaram uma rede de apoio mútuo para ocupar o campus, concentrando mantimentos e colchões na sala da coordenação e no pavilhão pedagógico.
Os relatos dos estudantes dão conta de uma mobilização expressiva e permanente, com forte adesão de diferentes turmas que decidiram paralisar as atividades normais até receberem um cronograma oficial de providências.
O comando do movimento reforçou que a ocupação não tem data para acabar e que novas ações de conscientização estão programadas. Até o fechamento desta edição, a reitoria do IFMT não havia emitido uma nota oficial ou enviado representantes ao campus São Vicente para abrir canal de negociação com os alunos.
Apoiados por representações estudantis como a União Estadual dos Estudantes (UEE) e representações trabalhistas como o Sinasefe, os manifestantes cobram uma resposta imediata do reitor Júlio Santos.
APOIO DO SINDICATO
O Sinasefe está mobilizado desde o início do mês passado por conta do endurecimento das políticas de controle de frequência e da ampliação de mecanismos que desconsideram a realidade do trabalho nos campi. Eles pedem uma gestão mais democrática, autos campi, transparência e diálogo e respeito à comunidade acadêmica.
“Intervenções políticas, decisões sem diálogo e manobras de bastidores ameaçam a autonomia dos campi, a gestão democrática e o direito da comunidade acadêmica de decidir os rumos da instituição”, afirmam.
A organização também repudia práticas autoritárias que desrespeitem a democracia institucional e silenciem a participação coletiva, dizem que seguirão em luta pela defesa da educação pública, democrática e socialmente referenciada.
“Este é um momento de demonstrar nossa indignação, defender nossa autonomia e afirmar que valorização do trabalho não se faz com controle, mas com respeito, condições dignas e reconhecimento. É na mobilização que enfrentamos o assédio institucional. É na unidade que construímos resistência, declaram.
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