Agentes Comunitários de Saúde (ACS) vão percorrer territórios de Cuiabá em busca de pessoas com possíveis sintomas de hanseníase e contatos de pacientes diagnosticados com a doença. A ação faz parte de uma capacitação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em parceria com o Ministério da Saúde, para ampliar o diagnóstico precoce e fortalecer o tratamento da doença.
A primeira etapa da formação foi realizada entre terça-feira (3) e esta sexta-feira (6), no auditório da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá. O treinamento foi direcionado aos agentes comunitários do município, com duas turmas de até 80 participantes cada e carga horária de 12 horas-aula.
Durante as atividades, os profissionais receberam orientações sobre sinais e sintomas da hanseníase, identificação de casos suspeitos, busca ativa e formas de orientar a população.
BUSCA ATIVA
A próxima fase será realizada entre segunda-feira (9) e sexta-feira (13), quando os agentes comunitários colocarão em prática o conteúdo aprendido nas comunidades. A proposta é identificar possíveis casos e localizar pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados, contribuindo para interromper a transmissão da doença.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES-MT, Janaina Pauli, a busca ativa também permitirá encaminhar pessoas com suspeita da doença para avaliação e diagnóstico.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO
A terceira e última etapa ocorrerá entre 16 e 19 de novembro, no Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), em Cuiabá. A formação terá carga horária de 36 horas-aula e será destinada a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de laboratório.
Além das atividades teóricas, os participantes terão treinamento prático com atendimento de pacientes encaminhados pela rede de saúde, incluindo pessoas identificadas durante a busca ativa.
A capacitação integra o Projeto Sasakawa 2026 e está alinhada à Estratégia Nacional de Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030. O programa busca fortalecer o diagnóstico, o tratamento, a prevenção de incapacidades e a reabilitação dos pacientes.
A iniciativa também prevê orientações para combater o preconceito e a desinformação relacionados à doença, além de ampliar a integração entre vigilância epidemiológica e serviços de saúde.
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