Nas redes sociais, Witzel justificou o apoio afirmando que a aliança tem como objetivo, segundo os ex-governadores, criar uma frente para tentar superar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), na disputa por uma vaga no segundo turno.
Ele também disse que não quer "entregar" o Rio para "a esquerda e o crime organizado". "Vamos derrotar os candidatos do sistema, unir a direita de verdade, declarar guerra ao crime organizado, dar tranquilidade ao cidadão de bem", afirmou.
Ex-juiz federal, Witzel foi eleito na onda bolsonarista em 2018. Em 2021, ele sofreu impeachment sob a acusação de comandar um esquema de desvio de verbas na saúde pública fluminense, incluindo recursos que seriam destinados a hospitais de campanha durante a pandemia de covid-19. Neste ano, o ex-governador ensaiava uma volta à vida pública depois de cinco anos inelegível.
Já Garotinho voltou à disputa eleitoral após ter uma condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março. Garotinho havia sido condenado a 13 anos e nove meses de prisão pelo suposto uso do programa social Cheque Cidadão para obtenção de apoio eleitoral. Com a anulação, recuperou os direitos políticos para concorrer neste ano.
No entanto, o ex-juiz federal disse que não será candidato a vice-governador. Ele afirmou ter apresentado propostas na área econômica, social e de segurança para Garotinho.
De acordo com a pesquisa Quaest mais recente, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa para o governo fluminense. Segundo o mesmo levantamento, ele venceria com ampla margem uma eventual disputa de segundo turno contra Garotinho.
(Com Agência Estado)
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