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Brasil Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 13:30 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 13h:30 - A | A

Turista argentina que fez gesto racista no Rio diz estar 'morta de medo' após virar ré

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A turista e advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, teve a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e se tornou ré por injúria racial. Em um vídeo publicado no Instagram, Agostina disse que recebeu a notificação da ordem de prisão preventiva por perigo de fuga e que tem medo de que o vídeo possa prejudicá-la e os seus direitos violados. Ela se diz "morta de medo" e "desesperada".

"Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia", afirmou.

Ela foi denunciada por cometer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital fluminense no dia 14 de janeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), Agostina "estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor".

Durante as investigações, a Justiça do Rio determinou a apreensão do passaporte da turista e a necessidade de uso de tornozeleira eletrônica.

A promotoria do MPRJ pediu que a medida fosse convertida em prisão preventiva por "desprezo pelas normas legais e sociais, bem como baixa aderência a comandos de contenção".

"Embora tenham sido impostas medidas cautelares diversas da prisão, inclusive o monitoramento eletrônico, tais providências não se mostram suficientes para neutralizar o perigo processual existente", diz o MPRJ.

A argentina foi filmada imitando gestos de macaco para um atendente do Barzin Ipanema, na Rua Vinícius de Moraes. Ao deixar o estabelecimento, a turista voltou a fazer gestos considerados racistas contra três funcionários do bar, segundo a denúncia.

(Com Agência Estado)

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