Haddad citou medidas como o Prouni, a expansão dos institutos federais e outras políticas de educação.
Segundo o ministro, ele foi ao evento do PT como militante, em licença do Ministério de um dia.
Haddad disse na semana passada que sua saída do ministério deve ocorrer em fevereiro e evitou cravar o nome do secretário-executivo da Pasta, Dario Durigan, como seu sucessor.
Ele disse que cabe a Lula fazer o anúncio. "O mês de fevereiro, com certeza", declarou o ministro em entrevista ao portal Metrópoles.
Lula passou a admitir a possibilidade de lançar Haddad como candidato ao Senado por São Paulo.
Críticas ao governo Bolsonaro
No evento em Salvador, Haddad voltou a criticar a condução econômica do governo de Jair Bolsonaro (PL) e disse que houve "um estupro" das contas públicas durante a gestão do ex-presidente da República. "O que aconteceu de 2022 para 2023 é uma espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada que aconteceu. Qual é a narrativa da oposição? Nós entregamos em 2022 um superávit primário, e o governo Lula inaugurou uma fase de enormes déficits primários que estão acabando com as finanças do País. Essa é a narrativa", declarou.
Haddad citou a aprovação da PEC dos Precatórios e ressaltou que o antigo governo vendeu a narrativa de contas públicas em ordem, mas que, diante do fracasso eleitoral iminente, aprovou medidas prejudiciais.
"Ele, governo Bolsonaro, imaginou que fosse comprar voto nos últimos dois meses, agosto e setembro, para ganhar a eleição, e ele dizia isso. ... E obviamente que botou a Polícia Rodoviária Federal para não deixar os petistas votarem, como vocês sabem. Tudo isso não deu certo, destacou o ministro.
Ele afirmou que a "ciência política não consegue explicar o fenômeno Lula", que saiu da prisão e conseguiu vencer a eleição presidencial. Disse, porém, que a comunicação do governo petista virou uma "coisa complexa demais", porque atualmente há contestação de fatos, como dados de órgãos oficiais.
Arcabouço
O ministro da Fazenda disse ainda que é possível discutir o arcabouço fiscal aprovado em 2023 e instituído em 2024, mas defendeu que ele foi "o possível acordo" para superar o teto de gastos instituído no governo Michel Temer (MDB). Haddad ainda sustentou que o governo atacou os gastos tributários e discutiu cada benefício e subsídio.
"Eu vejo muitas pessoas legitimamente questionando (o arcabouço). Podemos discutir, mas foi o possível acordo para superar o teto de gastos, que já estava com chaminés em todo canto, com furos de todo jeito, aquilo já tinha sido desmoralizado", afirmou o ministro, salientando o apoio do Congresso para essa mudança.
Ao defender que o governo organizou as contas públicas, após "uma tentativa atroz de tentar reverter o favoritismo eleitoral do Lula em 2022", Haddad disse ser "muito fácil" aprovar medidas como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), sem destinar os recursos para financiar. "O mesmo acontece com o BPC, é muito fácil você aprovar a flexibilização dos critérios de elegibilidade do BPC, mas vai arrumar o recurso para pagar. Pega a curva de atendimento do BPC e vê quem arcou com a questão de fazer chegar o benefício que a nova lei determinou. Foi o presidente Lula", defendeu.
Haddad afirmou ter tido dificuldades quando recebeu o Orçamento de 2023 do governo Bolsonaro e lembrou de uma conversa que teve com aliados na casa do deputado Arthur Lira (PP-AL).
"Eu falei: Nós não estamos discutindo quem vai ganhar o campeonato, nós estamos discutindo se vai ter campeonato, Isso aqui, essa peça orçamentária é uma ficção, é uma loucura o que foi encaminhado para cá. Ou a gente toma uma providência, ou esse País fecha em junho, tem um shutdown em junho", contou o ministro da Fazenda.
E continuou: "Eu nunca vi a necessidade do Ministério da Fazenda estar sentado quase que permanentemente numa mesa de negociação, discutindo projeto a projeto, explicando projeto a projeto, para conseguir aprovar tudo o que a gente aprovou."
Em seguida, Haddad disse que o PT não tem "nenhuma razão" para ter medo de entrar na disputa, em relação às eleições de 2026, falando de economia, pois há números positivos a serem apresentados. Ele citou dados de inflação, desemprego, renda, Índice de Gini e investimentos em infraestrutura.
(Com Agência Estado)
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