O estudo que levou à descoberta foi publicano na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS) na última sexta-feira, 16, e contou com a participação de mais de 20 cientistas, liderados pelo astrônomo Roger Wesson, da Universidade de Cardiff.
As observações da Nebulosa do Anel foram feitas em maio e junho de 2023 com o Telescópio William Herschel (WHT), durante testes científicos da Unidade de Campo Integral Grande (LIFU) do WEAVE, o Explorador de Velocidade Radial de Área Ampliada (EARV) do WHT.
O corpo celeste foi descoberto em 1779, pelo astrônomo francês Charles Messier. Apesar de servir de referência para o estudo de nebulosas planetárias, a estrutura dela ainda guarda muitas perguntas sem resposta.
Na nova análise, os pesquisadores identificaram uma estrutura linear que atravessa a estrela central e que, atualmente, parece emitir apenas ferro fortemente ionizado.
"A detecção de uma 'barra' de emissão de ferro altamente ionizado introduz um componente estrutural até então desconhecido, com implicações para os mecanismos de excitação da nebulosa e, potencialmente, para a história da perda de massa da estrela progenitora", afirma o estudo.
A origem da "barra de ferro" ainda não está esclarecida. De acordo com o artigo, à primeira vista, a estrutura parecia um jato - fluxos estreitos de gás que se movem muito rapidamente e em uma direção bem definida e são comuns em muitas nebulosas planetárias. No entanto, ao analisar os dados cinemáticos - ou seja, o movimento do material, sua velocidade e direção -, os cientistas constataram que o comportamento não corresponde ao de um jato, sem chegar, por ora, a uma explicação alternativa para sua formação.
Para esclarecer as novas dúvidas sobre a Nebulosa do Anel, os pesquisadores pretendem realizar uma análise mais completa, que será apresentada em um novo artigo.
Segundo a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa), a Nebulosa do Anel é composta pelos restos brilhantes de uma estrela semelhante ao Sol. O objeto está inclinado em direção à Terra, o que permite aos astrônomos observar o anel quase de frente.
"A maioria das estrelas semelhantes ao Sol se transforma em nebulosas planetárias no fim de suas vidas. Quando uma estrela consome todo o seu hidrogênio, o combustível nuclear que a faz brilhar, ela se expande até se tornar uma gigante vermelha. A estrela inchada então expele suas camadas externas, expondo seu núcleo quente. A radiação ultravioleta do núcleo ilumina o material descartado, fazendo-o brilhar", explica a Nasa.
(Com Agência Estado)
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