A suplente no Senado, Margareth Buzetti (PP), admitiu ao HNT TV Entrevista a existência de ruídos entre ela e o ministro da Agricultura (Mapa), Carlos Fávaro (PSD), titular do mandato. Conforme Buzetti, o diálogo foi quase que inexistente nos dois anos que ficou em Brasília e eles teriam conversado apenas duas vezes. A falta de entrosamento com o ministro era demonstrada, segundo ela, nos momentos de pautas de interesse do governo Lula (PT). Sem o voto favorável de Buzetti, Fávaro pedia exoneração do Mapa e reassumia a cadeira sem avisar, a deixando escanteada.
"Eu amanhecia fora da cadeira do Senado e ele voltava. Não seguia para o gabinete, mas para a liderança do PSD. Então, houve sim essa dificuldade", falou Margareth Buzetti com exclusividade ao podcast.
À épóca, a suplente ainda estava filiada ao PSD, mas as divergências com Fávaro contribuíram para sua desfiliação do partido e retorno ao PP, sua sigla de origem, da qual Buzetti só saiu para compor a chapa em que Fávaro foi eleito senador.
Buzetti disse que não tem questões pessoais com o ministro ou com a esquerda, citando diretamente o PT. A suplente explicou que suas ressalvas são ideológicas, mas sabe ponderar, dialogando com a oposição e até votando com o governo quando necessário. Em contrapartida, quando se posicionava contra, era irredutível. O perfil inflexível é um dos motivos para o relacionamento truncado com o ministro.
"Se nós estivéssemos no mesmo lado, 'ok', mas a gente estava de lados diferentes. Eu nunca votei no PT por razões da ideologia do PT, não por causa das pessoas. Esse o meu desafio com o PT", explicou.
"Eu não tenho problema de conversar com ninguém. Então, eu respeitei a decisão dele e eu queria que respeitasse a minha. Foi isso. Houve esse ruído sim. Depois as coisas vão se ajeitando. Acho que ele também percebeu que eu estava ali para trabalhar e não para ser contrária a alguma coisa, para ser pura. Quando tinha que ser contra, eu avisava: eu sou contra", concluiu Buzetti.
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