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Brasil Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026, 12:30 - A | A

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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026, 12h:30 - A | A

Parte da elite empresarial achou bacana a família de farsantes do Bolsonaro, diz Renan Santos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira, 13, que parte da elite empresarial brasileira se omitiu diante do que classificou como uma "farsa bolsonarista". Segundo ele, empresários apoiaram a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permaneceram em silêncio diante das críticas feitas por seu grupo político.

"Parte da elite empresarial brasileira achou bacana, achou legal e se calou. O meu grupo político quase acabou por fazer o que tinha que ser feito", declarou Renan. O candidato é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), que apoiou Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018, mas posteriormente rompeu com o então presidente.

Renan também acusou o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, e aliados do ex-presidente de priorizarem interesses eleitorais e comerciais. Na avaliação do presidenciável do Missão, o País está submetido a uma falsa polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas, e o bolsonarismo.

O candidato defendeu que setores ligados ao empresariado se unam em torno de um projeto político capaz de retirar o poder dos dois grupos. "O Brasil, em grande parte, se ilude com a farsa bolsonarista, que é a droga que ilude o Brasil produtivo", afirmou.

Renan disse ainda que PT e Centrão formaram uma coalizão política mais organizada, com forte presença nos Estados do Norte e do Nordeste. Ao citar o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), o candidato afirmou que sua administração representa uma combinação entre práticas patrimonialistas e um discurso de esquerda.

O presidenciável participou do 13º Fórum Caminhos da Liberdade, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), na capital paulista. Os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também devem comparecer ao evento. Lula e Flávio Bolsonaro foram convidados, mas não devem participar.

(Com Agência Estado)

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