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Brasil Quarta-feira, 29 de Julho de 2026, 15:30 - A | A

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2026, 15h:30 - A | A

Pais confessam ter matado recém-nascido no RJ

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A mãe do recém-nascido encontrado morto em Duque de Caxias, na baixada fluminense, Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e o pai, Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29 anos, confessaram o assassinato da criança em depoimento à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). O Estadão tenta localizar a defesa do casal.

O crime foi descoberto após Larissa passar mal e ir ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, na zona norte do Rio. A Polícia Militar foi acionada pela equipe do hospital e encontrou o corpo do recém-nascido em um cômodo nos fundos da casa.

Em depoimento gravado pelos policiais, eles confirmam que o bebê foi asfixiado logo após o nascimento. Os dois, no entanto, apresentam versões contraditórias. Um atribui ao outro a autoria do crime. O casal responde por homicídio qualificado.

Larissa disse que não desejava manter a criança. No dia do nascimento, ao perceber o sangramento e o início do trabalho de parto, acionou o companheiro. O bebê nasceu sobre um pedaço de papelão, na varanda da casa da avó da gestante, em Duque de Caxias.

Ainda de acordo com o depoimento, ao encontrar o recém-nascido chorando, o casal decidiu matá-lo. "A criança saiu com vida. Eu a escutei chorando e pedi ao pai que a retirasse do local. Ele ficou perdido, não sabia o que fazer. Eu disse: eu não quero a criança, e ele falou: então, eu também não quero", relatou a mulher à polícia.

Larissa relata que ela tentou asfixiar o bebê, mas que, após tentativas sem sucesso de matar a criança, foi tomar banho e teria deixado o recém-nascido com Bruno Lucas. Ele teria retornado em seguida e dito que o bebê havia resistido antes de morrer.

O pai da criança, contudo, atribui a responsabilidade da morte exclusivamente à mulher. Ele diz que teria "ficado em choque" sem saber o que fazer após o nascimento do filho.

"Ela botou o pano na cabeça dele e ficou apertando, pressionando. Ele parou (de chorar) e depois chorou de novo. Ela fez de novo. Quando a gente levantou e foi para lá, foi quando ela asfixiou", afirmou o homem.

O casal teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta terça-feira, 29, após pedido do Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ). A Justiça negou ainda o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Larissa.

(Com Agência Estado)

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