A apuração foi aberta a partir de uma representação da coligação Desperta São Paulo, de Haddad. Segundo o relato, uma viatura da Polícia Militar (PM) teria utilizado lanternas para identificar os ocupantes do veículo em que estava o candidato e, após o desembarque do petista, acompanhado seu motorista pela Avenida 23 de Maio.
O episódio teria terminado em uma abordagem nas proximidades do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, local onde Alessandro teria estacionado e pedido informações aos policiais. Segundo o motorista, os oficias da PM teriam dito para o motorista "vazar" após o contato.
Em despacho assinado pelo procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, o MPE afirma que os fatos podem, em tese, configurar abuso dos poderes político e de autoridade, além de conduta vedada pelo uso de bens e servidores públicos em desacordo com as finalidades da administração. A medida tem caráter preliminar e busca reunir elementos para esclarecer o episódio.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, deverá informar se houve ordem, autorização ou anuência da pasta para a realização de patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista naquela noite e explicar os motivos da operação, caso ela tenha ocorrido.
O MPE também requisitou à comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela região, a delimitação dos setores de patrulhamento, os itinerários previstos e as ordens de serviço emitidas entre os dias 1º e 11 de agosto. A corporação ainda deverá identificar a viatura e os policiais envolvidos na ocorrência relatada.
O Hotel Pullman foi intimado a entregar, no mesmo prazo, imagens das câmeras de segurança das áreas públicas registradas depois das 21h40 do dia 11. O procurador determinou ainda o envio de uma cópia do caso ao Ministério Público de São Paulo para a análise de eventuais crimes de constrangimento ilegal e ameaça. A tramitação da notícia de fato foi prorrogada por 90 dias.
A coligação de Haddad afirma ainda que o episódio pode ter relação com críticas feitas pelo candidato à política de segurança pública do atual governo paulista durante o debate promovido pela Band dois dias antes. A eventual retaliação institucional, porém, ainda não foi comprovada.
A PM instaurou uma investigação preliminar sobre o caso. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foram examinadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas instaladas ao longo do trajeto informado pelo motorista, além de dados de geolocalização das viaturas. Até o momento, segundo a pasta, não foram encontrados indícios de abordagem irregular ou de interação dos policiais com Haddad e integrantes de sua equipe.
Imagens obtidas nas proximidades da residência do petista mostram uma viatura passando pelo local no momento em que ele desembarca do carro, por volta das 21h45. A gravação, isoladamente, não permite confirmar se o motorista foi posteriormente perseguido ou abordado.
Tarcísio afirmou em coletiva de imprensa na noite de quinta-feira, 13, que Caseri será chamado para prestar depoimento formal e que a investigação deverá confrontar seu relato com as imagens e os demais elementos reunidos.
Haddad, por sua vez, disse que o funcionário se sentiu constrangido após ser acompanhado por cerca de cinco quilômetros e defendeu a análise de gravações do hotel e do sistema Smart Sampa. Segundo o petista, o objetivo é esclarecer o episódio e, caso seja constatada conduta inadequada, obter um pedido de desculpas ao motorista.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










