"Meu filho sabe que ele não pode fazer nada errado, ele jura, por tudo que é sagrado que ele não tem nada. Eu acredito nele, mas eu já disse aos advogados que ninguém vai pedir fechamento de inquérito contra o meu filho", disse o presidente da República.
Lula afirmou ainda que quer que o filho repita os seus passos quando ele foi condenado por corrupção na Lava Jato. Ele afirmou também que deu o mesmo conselho que dá a aliados investigados. "Se você é inocente, vá a luta. Se for culpado, contrate um advogado."
E comentou: "Só quero que ele faça como eu fiz. Fiquei 580 dias na cadeia e saí com a cabeça mais erguida do que quando entrei. Só ele sabe a verdade, eu não sei a verdade. Ele jura que não fez, se não fez, então brigue, não se acovarde."
Ao defender a inocência do filho, Lula afirmou que Lulinha viu o sofrimento dele e da mãe, a ex-primeira-dama Marisa Letícia (morta em 2017) com o decorrer das investigações da Lava Jato.
"Meu filho sabe o que eu passei na vida, ele viveu. Ele viu a mãe dele morrer por conta da Lava Jato. Não é fácil para uma mãe aguentar o que a Marisa (Letícia) aguentou", afirmou Lula.
Segundo o presidente, o filho deve ser condenado se ficar comprovada a participação nas fraudes. Lula também sugeriu que os escândalos contra Lulinha são frequentes antes das eleições em que ele concorre. "Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece meu filho", disse.
Caso Master
Ao ser perguntado sobre investigação do Banco Master, Lula evitou dar uma declaração envolvendo a coordenação do tema por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele se limitou a dizer que tem conhecimento da crise entre a Corte e o Congresso e as denúncias que envolvem ministros.
"Sei da guerra que existe hoje entre o Congresso e a Suprema Corte, eu sei das ameaças de impeachment de ministros e sei das denúncias que envolvem ministros. Eu não quero compartilhar com o aguçamento da deterioração da imagem das instituições", declarou Lula.
O presidente da República participou nesta sexta-feira de um podcast com influenciadoras dos programas Não Inviabilize e Cunhãs.
Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a campanha do presidente deve evitar a participação em debates e entrevista com a mídia tradicional, priorizando a interação do petista com canais digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis.
(Com Agência Estado)
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