Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 038%, a US$ 4.437,3 por onça-troy. A prata para setembro subiu 0,18%, a US$ 65,108 por onça-troy. Na semana, o ouro avançou 0,85%.
"Esse movimento de alta foi impulsionado por uma reversão gradual das expectativas excessivas em relação aos aumentos das taxas de juros pelo Fed. No final de julho, os contratos futuros de Fed Funds ainda precificavam uma taxa do Fed de 4% para o final do ano. Atualmente, esse valor está em 3,86%", aponta o Commerzbank.
"A probabilidade de um aumento de juros na próxima reunião do Fed, em setembro, é agora de apenas cerca de 30%. Como não esperamos que o Fed eleve as taxas de juros, o preço do ouro ainda apresenta potencial de valorização. Outro fator positivo para o preço é o renovado interesse de compra por parte de investidores de ETFs", avalia o banco.
Segundo dados da Bloomberg, esses investidores têm comprado ouro nos últimos seis pregões. Esse é o período mais longo de entradas ininterruptas de capital em ETFs de ouro desde abril. O volume total de entradas chega a quase 21 toneladas. Os ETFs de ouro já haviam registrado novas entradas em julho. Visto que a maior parte das entradas recentes foi direcionada ao maior ETF de ouro do mundo (sediado nos EUA), a queda nas expectativas de taxas de juros - e, consequentemente, os menores custos de oportunidade - provavelmente constitui o principal motivo para esses fluxos de investimento em ETFs.
(Com Agência Estado)
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