Na mesma data de 2015, época da maior crise hídrica já registrada no Estado, o sistema integrado metropolitano operava em faixa negativa. A comparação, no entanto, não é direta, uma vez que a capacidade total do sistema atualmente é maior.
Em relação ao desempenho mensal, o cenário é mais favorável. Em 23 de dezembro, o sistema integrado operava com volume de 27%, 5,6 pontos porcentuais abaixo do nível atual. A queda mais recente, de 0,1%, foi registrada em 13 de janeiro.
No sistema Cantareira, o mais relevante da RMSP, a recuperação foi mais moderada. Hoje, os reservatórios operam com 21,10% do volume total ante 20,80% há um mês, avanço de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o resultado indica melhora, após os volumes terem ficado abaixo de 20% recentemente.
O desempenho, no entanto, não tem sido uniforme entre os sistemas. O Alto Tietê, por exemplo, opera com 27,9% nesta sexta-feira, alta de 0,5 pp na comparação com o dia anterior. Já o Guarapiranga avançou 1,2 pp, para 65,2%. Em sentido oposto, o São Lourenço registrou queda de 0,9 pp, para 68,4%, enquanto o Rio Claro recuou 0,5 pp, para 52,2%.
Alerta
Diante desse cenário, a Sabesp classifica a situação hídrica da Região Metropolitana de São Paulo como um momento de alerta. "Embora seja melhor do que em 2015, trata-se do segundo pior cenário dos últimos 20 anos em termos de volume", afirmou a vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da companhia, Samanta Souza, em entrevista recente à Broadcast.
Segundo a executiva, os fatores climáticos seguem como um desafio. Embora o período seja tecnicamente úmido, os volumes de chuva têm ficado abaixo do inicialmente previsto, enquanto o longo período de estiagem dificulta a absorção da água pelo solo.
(Com Agência Estado)
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