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Polícia Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026, 07:34 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026, 07h:34 - A | A

RESPOSTA AO CRIME

Onda de violência em Cáceres faz forças de segurança intensificarem combate à facções criminosas

Secretaria de Segurança reage a crimes violentos e busca restabelecer a ordem após disseminação de pânico na cidade.

APARECIDO CARMO
Da Redação

A onda de criminalidade registrada na cidade de Cáceres (200 km de Cuiabá) nos primeiros dias de 2026 fez com que as forças de segurança intensificassem a sua presença na região. O objetivo é dar uma resposta ao avanço das facções criminosas, responsáveis pela maioria dos crimes registrados.

Em 22 dias, o Hipernotícias noticiou seis casos de homicídio praticados na cidade. E outros dois assassinatos foram impedidos pela ação rápida da Polícia Militar.

O estopim para a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) foi a disseminação da informação que um desses grupos criminosos teria imposto toque de recolher na cidade, causando pânico e afetando diretamente nas vidas dos cidadãos. As autoridades classificaram o episódio como “fake news” e prenderam duas pessoas acusadas de terem disseminado a informação.

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“Não toleramos qualquer tentativa de intimidação por parte de facções criminosas. As forças de segurança estão atuando de forma integrada para garantir resposta rápida à população, combater a criminalidade e restabelecer a ordem no município", disse o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri.

Chamada de Força Total, a operação reforçou o efetivo na cidade com policiais do Bope, Rotam, Raio e Cavalaria, além das equipes de Inteligência e de investigações qualificadas da Polícia Civil. O objetivo é atuar no policiamento preventivo e ostensivo e ajudar na investigação de crimes praticados por faccionados.

No ano passado, a Polícia Militar prendeu 176 faccionados e apreendeu 132 armas. Já a Polícia Civil, tirou de circulação 78 faccionados e apreendeu 75 menores.

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Para o comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Adão César, as forças de segurança fazem o seu trabalho, mas as leis do país são ineficazes para conter o avanço das facções criminosas.

"A Polícia Militar não para, continua o tempo inteiro para garantir a segurança. Agora, a Polícia Militar não tem o controle sobre a pessoa que fica ou não presa. A reincidência no crime, o criminoso que continua sendo solto, o criminoso que continua praticando crime, isso tem que ser revisto. Isso também é uma falta de segurança", avaliou.

A FACE DA VIOLÊNCIA

O caso mais emblemático dessa onda de violência é a morte do menino Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, morto por engano por faccionados. O crime foi registrado no dia 17 de janeiro, quando dois adolescentes, de 17 e 16 anos, invadiram a casa da família.

O alvo era o irmão de Murilo, de 19 anos. Ao não encontrá-lo, o assassino decidiu matar o menino, que morreu na hora.

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Mesmo com a apreensão de dois envolvidos, o autor dos disparos, de 17 anos, e a ex-cunhada da vítima, de 17 anos, que alegou ter sido coagida por faccionados, a comoção foi enorme em toda a região. O cúmplice do assassino, de 16 anos, morreu em confronto com a Polícia Militar.

Os assassinos de Murilo tinham antecedentes criminais por crimes como porte de arma de fogo e violação de domicílio. O autor dos disparos estava sendo investigado por um outro homicídio ocorrido na região.

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