"É uma briga muitas vezes insana, com argumentos nem sempre sustentáveis, a paixão colocada acima da razão. De um lado, as pessoas que achavam que era intocável fazer qualquer coisa em um trajeto de uma estrada que já tinha sido feita, ligando duas capitais. Do outro, pessoas que achavam que tínhamos de fazer de qualquer jeito, sem critério de preservação ambiental e sem demarcar as áreas corretas, achando que seria uma forma de enriquecer alguns poucos. Nós teimamos que era possível encontrar um jeito para atender duas capitais importantes", afirmou, referindo-se a Manaus e Porto Velho.
Lula participou de cerimônia de demarcação de unidades de conservação nesta terça, no Palácio do Planalto, em alusão ao Dia da Amazônia. O presidente assinou decretos criando quatro reservas ambientais no Amazonas e ampliando um parque nacional no Piauí. Ao todo, são 676 mil hectares de áreas preservadas a mais.
O presidente disse, ainda, que o dinheiro arrecadado com a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas, será destinado ao que chamou de "mapa do caminho" para o fim do combustível fóssil. Falou, também, que "em nenhum momento da história deste País um governo se preocupou em preservar a floresta e a água da Amazônia como nós temos nos preocupado".
(Com Agência Estado)
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