Durante a manifestação convocada pela campanha do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, Tarcísio adotou um tom mais institucional. A postura destoou da de outros participantes, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o próprio Flávio, que defenderam o impedimento de Moraes.
Em entrevista coletiva após uma agenda relacionada ao Smart Sampa, programa de monitoramento por câmeras da Prefeitura de São Paulo, Tarcísio defendeu que as instituições atuem dentro das regras democráticas e afirmou que o Senado tem o dever de fiscalizar.
"O Senado tem o dever de agir, tem o dever de fiscalizar. Se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos vai ruir da pior forma, que é a ruína da omissão. Então, a gente tem que cobrar que o Senado exerça o seu papel", declarou.
Tarcísio afirmou que eventuais dúvidas sobre a compatibilidade da conduta de Moraes com o exercício da magistratura devem ser esclarecidas pelo próprio STF e pelo Senado. O governador ressaltou, porém, que qualquer medida deve respeitar as regras institucionais e o Estado Democrático de Direito.
"Aquilo que foi revelado é grave e precisa de resposta institucional. A gente não pode ultrapassar as barreiras daquilo que é legal. Não pode romper as barreiras do Estado Democrático de Direito", disse.
O governador também elogiou André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. Na decisão, o ministro afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela PF e ordenou a abertura de investigações criminais e disciplinares sobre o episódio.
Para Tarcísio, Mendonça representa uma "esperança" para a superação da crise. "O André é uma pessoa muito discreta, muito firme, porém também muito sábia. E eu rogo a Deus para que ele tenha essa sabedoria", afirmou.
O governador declarou ainda haver uma "saturação" em relação aos acontecimentos envolvendo o Supremo e também pediu "sabedoria" ao presidente da Corte, Edson Fachin.
"Eu rogo a Deus para que o Fachin tenha essa sabedoria, porque é o presidente do Supremo em uma situação superdelicada. O Brasil não pode perder o seu tribunal, não pode perder a sua Corte Suprema", disse.
(Com Agência Estado)
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