"Nós temos o entendimento - e os três estão de acordo - de que haverá uma solução política conduzida pela direção do partido, que ouvirá as principais lideranças do partido no País", disse Kassab. "A pesquisa do momento é importante, evidente, mas quando você fala em solução política, ela envolve uma série de outros fatores: perspectivas, relacionamento, enfim."
Kassab salientou que a escolha se dará por meio de um conjunto de fatores analisados. Ele admitiu não saber exatamente quais serão, mas será harmônica. Segundo ele, a realização de prévias carregam consigo o risco de indicar crise interna.
O secretário também reconheceu que o eleitor do PSD é "muito mais próximo" do eleitor do senador Flávio Bolsonaro (RJ-SP) do que do eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, disse ainda, durante a mesma entrevista, que seu partido não é "de direita".
"Estamos ocupando majoritariamente o campo da centro-direita. Há eleitor de centro-esquerda? Há. Mas, majoritariamente, estamos na centro-direita", continuou. "Então, é quase natural que o eleitor do Flávio vote no nosso candidato no segundo turno, e vice-versa."
De acordo com presidente do PSD, o partido tem atraído eleitores que, até então, se viam sem opção confortável no espectro político, tanto entre os que rejeitam a direita e votariam em Lula por falta de alternativa quanto entre os que não se identificam com o PT nem com o bolsonarismo. Na avaliação do dirigente, a pré-candidatura do PSD busca justamente ocupar esse espaço intermediário, oferecendo uma alternativa de perfil moderado.
(Com Agência Estado)
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