O advogado Fabio Pagnozzi, que representa Zambelli, afirmou que pedirá que o caso seja avaliado por outro tribunal, alegando parcialidade dos juízes.
Segundo a defesa de Zambelli, a Corte recuou e abriu prazo para o protocolo de uma arguição de suspeição, que resultará na análise do caso por uma nova turma de magistrados.
A Corte já havia indeferido o pedido da equipe de Zambelli anteriormente em três ocasiões. Dessa vez, abriu um prazo de três dias para a formalização do pedido de suspeição e substituição dos magistrados.
A defesa de Zambelli pede a inclusão do relatório 38 da Polícia Federal, utilizado no processo que cassou o mandato dela na Câmara dos Deputados. No entanto, o documento está sob sigilo.
Os advogados também pleiteiam a inclusão de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, como testemunha a ser ouvida.
A ex-deputada está presa em Roma desde julho do ano passado. Ela foi condenada em dois processos no Brasil: por perseguir um homem armada na rua na véspera do segundo turno da eleição de 2022 e porque seria mandante da invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um hacker em 2023.
A defesa nega que a ex-deputada tenha cometido crimes e afirma que as condenações são fruto de perseguição política. "Pelos tratados internacionais, não se pode extraditar pessoas que estão sendo perseguidas politicamente. Não tivemos medo dos magistrados hoje e vamos conseguir dentro de três dias a troca dessa turma", afirmou um dos advogados, Pieremilio Sammarco, em vídeo divulgado à imprensa.
(Com Agência Estado)
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