O homem fugiu após cometer o crime e se entregou na delegacia de Mirassol, localizada a 15 km de São José do Rio Preto, na tarde da quinta-feira, 22. Ele foi preso preventivamente.
O Estadão entrou em contato com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e aguarda retorno.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Dálice Aparecida Ceron, o suspeito alegou que matou a companheira acidentalmente, enquanto se defendia de um ataque. "Ele estava indiferente, frio e alegou que agiu em legítima defesa", disse em coletiva de imprensa.
A versão apresentada pelo suspeito, porém, contradiz o relato da principal testemunha do caso, a filha da vítima, de 15 anos. "A garota estava em outro quarto e escutou os gritos de socorro da mãe, arrombou a porta e tentou tirar o suspeito de perto", afirmou Dálice.
Suspeito era ciumento
De acordo com a delegada, familiares relataram que o homem era ciumento e que a discussão teria começado após a vítima levar a neta a uma consulta médica e ficar sem acesso ao celular.
"Ela não pôde atender a uma ligação dele. Quando alegou que não suportava a conduta dele, o sufocamento e os ciúmes exacerbados, ele teria agido de forma cruel", contou Dálice." O próximo passo é concluir o inquérito. Vamos ver se há outras testemunhas a serem ouvidas, como vizinhos e familiares da vítima e do suspeito, e aguardar os laudos", disse.
O casal se conheceu em abril e estava casado havia um mês. A mulher foi atingida com facadas no tórax, com ferimentos no coração e no pulmão.
(Com Agência Estado)
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