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Brasil Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 19:30 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 19h:30 - A | A

Pazolini aciona Justiça contra ataques por telefone disfarçados de pesquisa no ES

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A coligação de Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato ao governo do Espírito Santo, apresentou nesta sexta-feira, 23, uma notícia-crime ao Tribunal Regional Eleitoral contra ligações automatizadas que, segundo a campanha, simulam pesquisas para atacar o candidato e o presidenciável apoiado por ele, Flávio Bolsonaro (PL).

Uma gravação transcrita na petição associa os dois à defesa do trabalho pago por hora e afirma que a medida poderia retirar férias, 13º salário e FGTS, além de reduzir salários. Em seguida, pergunta se o eleitor mudaria seu voto para Ricardo Ferraço (MDB), adversário de Pazolini no segundo turno. A petição não identifica os responsáveis pelos disparos.

Na Quaest mais recente, divulgada no dia 14, Pazolini tinha 47% das intenções de voto, ante 38% de Ferraço. Brancos e nulos somavam 10%, e indecisos, 5%. O instituto ouviu 1.098 eleitores entre 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com confiança de 95%. O registro da pesquisa é ES-00468/2026.

No primeiro turno, Pazolini recebeu 1.048.633 votos, ou 49,65% dos válidos, e Ferraço, 719.397, equivalentes a 34,06%. Os dois voltam a se enfrentar neste domingo, 25.

Segundo a coligação, as chamadas começaram em 15 de outubro e se intensificaram nesta quinta-feira, 22. Os advogados apontam indícios de mascaramento dos números de origem e sustentam que as mensagens usam a aparência de uma consulta de opinião para induzir o voto.

A campanha pede a abertura de inquérito pela Polícia Federal, a identificação dos responsáveis e financiadores e medidas para interromper as chamadas. "Nunca defendi tirar um direito sequer de quem trabalha", afirmou Pazolini, em nota.

(Com Agência Estado)

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