O próprio presidente gravou com um celular para comentar os assuntos, com pouca edição.
Esses vídeos fazem parte desta nova etapa da comunicação da campanha de Lula: apostar em vídeos com estética mais natural para conseguir mais engajamento.
"Você já viu meu adversário dizendo que vai cortar R$ 200 bilhões do Orçamento. Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões, você sabe no que eles vão cortar? Vão cortar no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo, não vão dar aumento do salário mínimo acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para aposentados", afirmou o presidente em vídeo nesta quinta-feira.
A fala faz referência a uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo que diz que Flávio considera mudar a correção da Previdência, da saúde e da educação para chegar a um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões.
Segurança
Lula também fez um vídeo atacando Flávio Bolsonaro no tema segurança. Repetiu a frase que adotou nos últimos dias: "Para o trabalhador, proteção, para o bandido, prisão".
Citou a proposta de emenda à Constituição (PEC) da segurança pública e cobrou que Flávio e o PL votem a favor do texto no Senado.
Na legenda do vídeo, escreveu: "Com Lula, combateremos o crime organizado. Com Flávio, o crime organizado tomará conta do Brasil."
Desde a quarta-feira, 7, Lula passou a publicar vídeos gravados nesse formato selfie. Até então, o presidente sempre demonstrou uma resistência imensa em estar mais presente nas redes sociais. Em vários discursos, já disse que prefere chamá-las de "redes digitais, porque de sociais elas não têm nada".
O petista, no entanto, foi convencido, após o resultado do primeiro turno, a investir mais na comunicação digital.
Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Lula empoderou um grupo de jovens deputados eleitos para influenciarem mais as decisões da comunicação da campanha.
(Com Agência Estado)
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