No epicentro de uma crise no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o conselheiro Waldir Teis pode antecipar sua saída da Corte. Pela regra, os conselheiros do TCE são compulsoriamente aposentados aos 75 anos de idade. No entanto, caso cumpram os requisitos de idade e tempo de contribuição, podem antecipar o processo. Seria o caso de Waldir Teis, de acordo com apuração de A Gazeta.
Em 2020, Teis chegou a encaminhar pedido de aposentadoria que, à época, ficou sob relatoria de Gustavo Maluf, então presidente do TCE. Teis recuou e voltou a atuar no Tribunal. Até o fim de setembro, o conselheiro respondia pela supervisão da Escola de Contas. No dia 21 do último mês, o atual presidente do TCE, Sérgio Ricardo, decidiu exonerá-lo da função. A deliberação abriu as vísceras da Corte.
Pelo menos quatro conselheiros reagiram com repúdio à decisão do presidente. Posteriormente, os conselheiros faltaram à sessão no dia 29 de setembro. A ausência dos colegas causou reação de Sérgio Ricardo que detonou os ausentes na transmissão do TCE. Na semana seguinte, os conselheiros protagonizaram uma sessão tensa, marcada por bate boca. Waldir Teis foi o responsável por tentar apaziguar a situação, mas ele e Sérgio Ricardo voltaram a trocar farpas na sessão ordinária desta terça, 6 de outubro.
Os conselheiros discutiam se a Corte tem competência para suspender a rescisão do contrato de pavimentação da MT-170, entre Castanheira e Colniza, no noroeste do Estado de Mato Grosso. Teis sustentou que o caso envolve um conflito de interesse privado e, por isso, não caberia ao TCE-MT interferir na decisão do governo estadual. Sérgio Ricardo discordou e afirmou que a disputa envolve relevante interesse público.
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Frente a esse momento delicado, Teis estaria articulando a aposentadoria antecipada. Os cotados para assumir a cadeira seriam os deputados Eduardo Botelho (MDB) e Dilmar Dal Bosco e o ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.
Eduardo Botelho exerce influência no TCE e é cotado para a vgaa desde 2020, mas negou diversas vezes a intenção de assumir uma cadeira de conselheiro. No entanto, em 2026, Botelho saiu derrotado das eleições após migrar ao MDB e encerra o mandato na AL em dezembro deste ano. Dilmar e Rogério Gallo aparecem como nomes novos na articulação.
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