O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado reeleito Max Russi (Podemos), afirmou que as derrotas eleitorais de Júlio Campos (União Brasil), Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (MDB) não significam o fim da trajetória política dos candidatos. Para o parlamentar, os resultados das urnas devem ser respeitados, independentemente de quem venceu ou perdeu, e podem representar apenas o encerramento de um ciclo eleitoral.
“Comentar derrota eu acho muito ruim. O eleitor é muito sábio, ele faz a escolha dele e tem que respeitar, porque todo mundo numa democracia, todo mundo vale um voto. Mais rico, mais pobre é um voto, e a soma desse voto é que elege e não elege alguns políticos. Então eu acho que a população fez aquela escolha, que ela entendeu se era melhor”, afirmou.
Para Russi, o resultado de uma eleição não necessariamente encerra a carreira de um político, ressaltando que candidatos que não conseguiram se eleger podem voltar a disputar eleições e buscar novamente o apoio do eleitorado em futuras oportunidades.
“Não é porque perdeu agora que acabou politicamente, pode ter uma outra oportunidade, outra eleição, disputar novamente. E tem que ser respeitado, porque em cada voto tem que disputar a eleição. Mesmo que ele tenha 500 votos, são 500 votos, são 500 pessoas que acreditou naquela pessoa, naquele candidato, e isso tem que ser respeitado”, declarou.
Max também destacou que tanto os eleitos quanto os derrotados tiveram papel no processo democrático. Segundo ele, os vencedores passam a ter a responsabilidade de exercer os mandatos para os quais foram escolhidos, enquanto os demais podem acompanhar e fiscalizar a atuação dos eleitos.
“Os vencedores vão exercer o mandato, e a responsabilidade é muito maior. Os que não tiveram sucesso, acompanhar, criticar, mas todos foram importantes dentro do processo democrático, porque tiveram votos, independente daqueles que ganharam, aqueles que perderam”, afirmou.
Max também avaliou que o resultado das últimas eleições reforça a predominância do campo da direita no Estado. Para o deputado, o perfil econômico e político de Mato Grosso, especialmente a força do agronegócio, contribui para essa tendência eleitoral.
“Eu acho que o Estado de Mato Grosso é um Estado de direita, que comprovou isso em todas as últimas eleições, a direita ganha o Estado de Mato Grosso. Eu acho que é uma tendência do nosso Estado, um Estado do agro, com uma forte vocação para o agronegócio”, disse.
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