Bianca Mortelaro/HNT

O candidato ao Senado e ex-governador, Mauro Mendes (União Brasil), na UFMT, em Cuiabá.
O senador eleito Mauro Mendes (União) se posicionou contra o fim da escala 6x1 e defendeu um modelo de trabalho no Brasil semelhante ao dos Estados Unidos, com jornadas diárias estendidas. A crítica ocorreu ao comentar a possibilidade do projeto ser votado no Senado durante o 2º turno das eleições.
De acordo com Mendes, é necessária uma reforma pensada para o "mundo moderno" em que o Estado não precise criar leis rígidas para proteger trabalhadores, mas criar condições justas entre empregados e empregadores.
"Eu particularmente defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos, porque lá nos Estados Unidos nós temos milhares e centenas de brasileiros que fogem daqui, entram na clandestinidade para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia, e ganham muito mais por isso e têm uma qualidade de vida melhor", declarou.
"No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo", completou.
Para o senador, é necessário uma flexibilização do atual regramento trabalhista, que em sua avaliação não é eficiente, e expansão da liberdade econômica no país para que haja maior capacidade de desenvolvimento, tanto para quem emprega, quanto para quem é contratado.
"Tem que ter mais liberdade econômica para que haja uma capacidade do país se desenvolver economicamente e os próprios trabalhadores produzirem mais, ganharem mais, flexibilizando aí algumas regras que, ao meu ver, elas não são produtivas e não são eficientes para o Brasil", afirmou.
ANDAMENTO DA PROPOSTA CONTRA A ESCALA 6X1 NO SENADO
Após meses parada, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) contra a escala 6x1 foi pautada nesta quarta-feira (7) no Senado, para dar início às discussões e tramitação no Plenário.
Conforme o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), a proposta deve seguir o rito regimental e passar por cinco sessões de discussões antes de ser votada em primeiro turno. Caso seja aprovada na primeira votação, a proposta segue para o segundo turno, com mais três sessões de discussão antes da votação final.
Para ser aprovada, uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de, no mínimo, 49 senadores.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









