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Economia Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026, 11:00 - A | A

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Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026, 11h:00 - A | A

MME abre consulta sobre Plano de Expansão de Energia até 2036, com projeção de R$ 3,3 tri

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou nesta quinta-feira, 8, a abertura de consulta pública sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036). Está sendo estimado investimento de R$ 3,3 trilhões entre 2027 e 2036 para aumento da oferta e modernização da infraestrutura energética brasileira. No período, também está prevista a implantação de 31,9 mil quilômetros adicionais de linhas de transmissão.

O documento, elaborado junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apresenta as principais perspectivas para a oferta e a demanda de energia no Brasil até 2036. Na eletricidade, o consumo deverá crescer 3,4% ao ano, alcançando 979 terawatt-hora (TWh) em 2036. A geração elétrica deverá alcançar 1.133 TWh em 2036, ante 829 TWh em 2026.

A participação das fontes renováveis passa de 50,2% para 51,2% da matriz energética (incluindo setores como transportes, indústria e residências). Já na matriz elétrica, a renovabilidade permanece próxima de 90%, com avanço da geração solar e eólica. Ainda de acordo com o prognóstico, essas duas fontes passam a responder por cerca de um terço da geração elétrica em 2036, ante 28,1% em 2026.

No armazenamento, são esperados 7,2 gigawatt (GW) de sistemas em baterias. Já as usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs) aparecem, pela primeira vez, na expansão indicativa do PDE, com 2,0 GW previstos. Essas usinas também têm a função de armazenamento.

Foi também indicado que o consumo de eletricidade dos data centers deverá passar de 3 TWh em 2026 para 30 TWh em 2036. Já a micro e minigeração distribuída (MMGD) deve ganhar mais espaço: a capacidade instalada passará de cerca de 50 Gigawatt (GW) em 2026 para 92 GW em 2036. Ou seja, significativa ampliação do número de consumidores que também produzem sua própria eletricidade.

No segmento dos combustíveis fósseis, a produção de petróleo deve atingir 4,9 milhões de barris por dia em 2036, mantendo o país como exportador líquido de petróleo cru. No gás natural, a produção líquida nacional projetada alcança 135 milhões de m³ por dia em 2036, crescimento de 86% em relação a 2026.

Em outra frente, a produção de etanol passa de 41,3 bilhões para 52,7 bilhões de litros e a de biodiesel, de 10,6 bilhões para 14,8 bilhões de litros entre 2026 e 2036. Outros segmentos também devem ganhar espaço, diesel verde e biometano. A consulta pública ficar aberta até o dia 6 de novembro.

(Com Agência Estado)

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