A 25 metros abaixo do solo, na Liberty Street, em Nova York, o Federal Reserve mantém o maior depósito de ouro conhecido do mundo. O cofre abriga cerca de 6,3 mil toneladas de barras pertencentes a bancos centrais e governos de diversos países, avaliadas em mais de US$ 1 trilhão.
O espaço desempenha papel estratégico para o sistema financeiro global, já que o ouro é considerado um ativo de proteção em momentos de crise. Durante décadas, países europeus mantiveram suas reservas no local, especialmente no período da Guerra Fria, quando buscavam segurança contra a ameaça soviética.
Nos últimos anos, porém, cresceu o debate sobre a repatriação dessas reservas. O retorno de Donald Trump à presidência dos EUA e suas divergências com aliados europeus intensificaram preocupações sobre a confiabilidade da custódia americana. Na Alemanha, que possui cerca de 1,2 mil toneladas de ouro armazenadas em Nova York, vozes defendem a transferência para o território nacional como forma de garantir maior independência estratégica.
Apesar das críticas, autoridades como o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmam confiar na segurança oferecida pelo Fed. Especialistas também destacam os custos e riscos logísticos de transportar grandes quantidades de ouro. Ainda assim, o tema segue em pauta e pode redefinir parte da ordem financeira internacional.
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