Domingo, 25 de Janeiro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Domingo, 25 de Janeiro de 2026, 11:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Domingo, 25 de Janeiro de 2026, 11h:30 - A | A

AINDA SEM EXPLICAÇÃO

Céu roxo intriga especialistas durante fenômeno no RS

Episódio raro, parecido com a aurora boreal, aconteceu em Cambará do Sul durante esta semana

G1

O céu noturno de Cambará do Sul, na Serra do RS, foi pintado de roxo por cerca de cinco minutos. Em uma fotografia de longa exposição capturada por volta das 21h pelo fotógrafo Egon Filter, é possível ver um fenômeno similar à aurora boreal, mas que ainda não tem explicação clara.

"Já fotografei diversos fenômenos visuais e astronômicos no céu mundo afora. Esse me parece muito uma aurora austral, o que me arrepiou de emoção no momento do clique", conta Egon, que trabalha com fotografia há 41 anos e já fez expedições fotográficas a mais de 100 países.

O fotógrafo mora na cidade serrana, estuda astronomia e se especializou em astrofotografia. O fenômeno foi registrado na última terça-feira (20).

Para ele, o momento é raro e único:

"A aurora boreal (no Hemisfério Norte) e a aurora austral (no Hemisfério Sul) ocorrem normalmente em latitudes acima do paralelo 60 graus — o Rio Grande do Sul está na latitude entre 29 e 33 graus —, mas sei que podem ocorrer raras exceções em caso de tempestades solares, e uma bem violenta aconteceu um dia antes, por isso acredito que vimos uma aurora”, explica Egon.

Guardas civis municipais abordaram o homem e constataram que ele utilizava um caderno como forma de disfarce para ocultar o celular enquanto gravava as vítimas em meio à circulação de pessoas.
Segundo o registro da ocorrência, as gravações eram feitas sem que as mulheres percebessem e tinham como foco partes íntimas.

Em pelo menos um dos vídeos analisados pela polícia, o suspeito aparece se aproximando de uma das vítimas e encostando o corpo nela.

Identificado como Douglas Viana Costa, o homem admitiu a prática durante a abordagem e relatou que o material era produzido com a finalidade de venda. De acordo com o depoimento, as imagens eram compartilhadas em um grupo privado, acessado mediante pagamento mensal.
No aparelho apreendido, os agentes encontraram centenas de vídeos com o mesmo padrão de gravação. Testemunhas afirmaram que o suspeito já havia sido visto em outras ocasiões circulando pela região com comportamento semelhante.

Douglas recebeu voz de prisão pelo crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no Código Penal, cuja pena pode variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

Ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais, e o celular permanece apreendido para análise pericial.

Já o professor Carlos Fernando Jung, doutor em engenharia de produção e fundador do observatório Heller & Jung, em Taquara, duvida. Para ele, é difícil afirmar do que se trata o fenômeno.

Segundo o especialista, as auroras surgem quando o vento solar interage com o campo magnético da Terra, fenômeno que se concentra principalmente nas regiões próximas aos polos magnéticos. Em condições normais, ele afirma que esse tipo de manifestação não pode ser visto no sul do Brasil, onde também nunca houve registro de uma aurora.

"A tempestade solar que ocorreu no dia 19/01 poderia permitir um evento assim, mas não seriam auroras clássicas como as da Noruega ou Antártida", pontua Jung.
O professor ainda explica que o ocorrido poderia ser o fenômeno ‘airglow’, efeito óptico causado pela colisão de átomos na atmosfera após eventos como tempestades magnéticas e ventos solares.

"Porém, um airglow tem intensidade menor e a cor mais dissipada no céu. Não dá pra afirmar com certeza, mas o fato é que se trata de um fenômeno importante e cientificamente relevante para nós gaúchos", diz.

O doutor em Geofísica Espacial e diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em Santa Maria, José Valentin Bageston, concorda que o fenômeno registrado em Cambará do Sul também não tem explicação clara:

"Se fosse um ‘airglow’, a luz de cor roxa tomaria conta de todo o céu, não iria se limitar a uma parte da fotografia. Mas também não acredito se tratar de uma aurora, porque nosso detector de partículas não registrou nada no observatório em São Martinho da Serra. Nos últimos 25 anos, nunca registramos uma aurora aqui", comenta ele.

Bageston afirma que o fenômeno poderia se tratar de um ‘Arco Vermelho de Aurora’ (da sigla inglesa SAR), mas fica em dúvida ao comparar o registro com outras fotos do mesmo fenômeno:

"Em registros que temos, é bem visível a linha vermelha e o arco que se forma ao redor do céu, o que não fica tão claro ou evidente nesse registro de Cambará do Sul. É preciso coletar mais dados, estudar com mais profundidade e tentar observar novamente", diz Bageston.

Ainda sem explicação, o clarão que pintou os céus de Cambará do Sul de roxo já chamou a atenção de pesquisadores americanos do site Space Weather, referência mundial em registros astronômicos.

Na publicação, os autores também divergem sobre o que se trata o fenômeno, mas afirmam parecer um arco vermelho de aurora e se surpreendem com o fato do registro ter sido feito no sul do Brasil, onde é quase impossível ver algo do tipo.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros