"Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o País. A reunião terminou combinando de, na terça-feira, ontem, pegar o passaporte dele e entregá-lo à Polícia Federal. Todos da reunião foram surpreendidos com a notícia de que ele teria deixado o País", declarou, em entrevista à CNN.
Reinaldet disse que, durante o encontro, o jurídico teria recomendado a Flávio que reconhecesse a derrota no pleito presidencial e de que havia pontuado que a defesa do senador seria "simples" - Flávio é investigado em um inquérito sobre suas relações com o empresário Willer Tomaz.
O advogado falou ter tentado contato com Flávio Bolsonaro desde a terça, 27, mas que ainda não foi atendido: "Preciso conversar com ele, tentar entender o que o fez sair do País. Confesso que estou tão perdido nesta história como a imprensa. Ontem, tentei contato com o senador Flávio e não consegui conversar com ele."
Reinaldet chamou o inquérito envolvendo Flávio e Willer como "heterodoxo" e defendeu que o processo esteja sob a relatoria do ministro André Mendonça, não de Alexandre de Moraes.
Ele argumenta que parte das informações foi obtida por uma quebra de sigilo no âmbito da investigação das fraudes do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que está com Mendonça. "De onde as informações chegaram à PF? Pelo que se sabe, essas informações foram obtidas da quebra de sigilo temático da nuvem do iCloud do Willer", falou.
Ele disse ainda haver comprovação de que não teria havido transferências das empresas de Willer para Flávio.
(Com Agência Estado)
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