Artigos Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 11:35 - A | A

Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 11h:35 - A | A

Ser a favor da vida é ser contra o aborto!

Ser a favor ou contra o aborto não é uma mera questão de fé. Dizer simplesmente que por causa da minha fé nunca praticarei o aborto, mas quem quiser fazer que o faça, seria o mesmo que dizer no tempo do Holocausto: “Eu nunca matarei, mas Hitler pode"

OVERLAND DE MORAIS

 

Divulgação

 

Na primeira metade do século XX Adolf Hitler, líder do partido nazista, assumiu o poder como ditador da Alemanha. Tornou-se mundialmente conhecido pelo seu ódio aos judeus e pela maneira como os dizimou no chamado Holocausto. Hitler, como primeira justificativa para a matança indiscriminada de judeus, dizia que estes não eram seres humanos. Seis milhões de judeus foram mortos. Qualquer pessoa com dois neurônios pode desmascarar tal argumento, pode perceber que tal afirmação é descabida. Porém, o povo Alemão acreditou nesta mentira.

Nos tempos atuais, estamos vivendo algo muito parecido. Promovido e financiado por fundações internacionais, o aborto tenta ser implantado no nosso País. Repito: promovido e financiado por fundações internacionais, pois o povo brasileiro é majoritariamente contra o aborto. Esta não é uma bandeira do povo brasileiro. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, em outubro do ano passado, a prática do aborto não é aceita por 82% da população do nosso país.

Quem defende a descriminalização do aborto e candidamente se esconde atrás do argumento de que está defendendo a vida de mulheres que abortam clandestinamente na mão de “açougueiros”, está defendendo na verdade, quer saiba ou não, a agenda de fundações bilionárias. De acordo com estatística colhida pela organização pró-vida Human Life International, no período de vinte anos (1991-2011) gastaram-se mais de 400 BILHÕES de dólares para promover a legalização do aborto no mundo. Vê-se, portanto por que há tanta gente, ONGs, partidos e governantes preocupados em salvar a vida de umas poucas mães (saúde pública, lembram?) pagando para isto o preço da morte certa de milhões de crianças: este negócio dá muito dinheiro!

Mas o que é que os movimentos abortistas, ou melhor, movimentos genocidas, argumentam para legitimar a matança indiscriminada de bebês no ventre de suas mães? Partem do mesmo raciocínio que os nazistas. Estes, para justificar o Holocausto, diziam que os judeus não eram humanos. Os abortistas dizem a mesma coisa, isto é, não reconhecem no feto um ser humano. Assim, afirmam que se pode abortar, isto é, pode-se matar aquela vida, já que para eles não uma é vida humana, mas apenas um pedaço de carne pulsante.

Ao contrário do que dizem os abortistas, O FETO É UMA VIDA HUMANA. O aborto é o assassinato de bebês inocentes no ventre de suas mães. Isso é injustificável! Quem pode dizer que aquele feto não é uma vida humana? Fundamentado em qual ciência? Ou uma vida é humana desde sua origem e merece ser respeitada e defendida ou a questão de quem é ou não é humano ficará sujeita aos critérios mais arbitrários.

Um princípio moral universal e inquestionável é que o Direito deve proteger o indefeso e o inocente. E não se pode negar que não há neste mundo criatura mais indefesa e inocente do que uma criança no ventre de sua mãe.

Mas os abortistas confundem o povo brasileiro com mentiras do tipo:

  • o aborto não deve ser tratado como uma questão teológica, mas de saúde pública;
  • o aborto é um direito da mulher;
  • se seus princípios e sua fé o fazem pensar que o aborto é errado, não aborte...

As justificativas pseudo-racionais são variadas, mas TODAS desprovidas de qualquer fundamento na realidade. Defender a vida humana em todas as suas fases, desde o ventre materno, não é uma questão teológica simplesmente, mas uma questão de justiça para com os mais fracos e indefesos. Há algum motivo que justifique o assassinato de uma criança no ventre de sua mãe? Eu posso matar uma criança porque ela vai atrapalhar minha vida profissional? Ou porque não tenho condições de sustentá-la? O que você diria para alguém que está pensando em matar o seu cachorro porque não tem condições de comprar ração para ele? No mínimo, espera-se que não se aconselhe matar, mas dar o cachorro a alguém que possa cuidar dele. Se isso vale para um animal, vale muito mais para um ser-humano, para um bebê no ventre de sua mãe.

O aborto não é uma direito da mulher. O feto é um outro ser humano, que da mãe recebe apenas alimento e ambiente propício para seu crescimento. É cientificamente um ser vivo distinto e não um órgão da mãe, nem extensão do seu corpo. Ninguém pode matar para tornar a própria vida mais fácil ou menos difícil. O nazismo está de volta? Eu posso matar alguém pelo fato de este alguém ser indesejável a mim? Os nazistas matavam os deficientes físicos e mentais, pois alegavam que estes além de não serem humanos e eram um peso para a Alemanha. Os movimentos abortistas querem tornar lícita a mesma atitude iníqua! A diferença é que os nazistas matavam as pessoas depois de nascidas e os abortistas querem matá-las ainda no ventre de suas mães, local este que deveria ser o mais seguro e sagrado para uma criança.

Ser a favor ou contra o aborto não é uma mera questão de fé. Dizer simplesmente que por causa da minha fé nunca praticarei o aborto, mas quem quiser fazer que o faça, seria o mesmo que dizer no tempo do Holocausto: “eu por causa da minha fé nunca matarei um judeu, mas se Hitler quer matá-los, então, que os mate. É uma escolha dele.” Não! Nem Hitler tinha o direito de escolher a morte de seis milhões de judeus, nem é um direito da mulher escolher abortar ou não abortar, matar ou não matar a criança que ela carrega em seu ventre. Não temos o direito sobre a vida de ninguém!

Enfim, afirmo que para defender a vida em todas as suas etapas, para ser contra o aborto, não é preciso ser religioso. É preciso estar disposto a defender quem ainda não tem vez nem voz. O aborto é um desprezo pela vida humana e uma desmoralização de toda uma sociedade que se torna cúmplice de um crime covarde. Hoje, olhamos para trás e dizemos, com toda gravidade de quem é a favor da vida, que o Holocausto foi uma vergonha não apenas para a Alemanha mas para toda humanidade. Mas esquecemos que existe um Holocausto silencioso e macabro muito mais vergonhoso e covarde que se chama aborto e contra o qual devemos levantar a nossa voz com toda coragem e valentia! Defendamos a vida, sejamos contra o aborto!

(*) Pe. OVERLAND DE MORAIS COSTA é Pároco da Paróquia Cristo Rei e Mestre em Teologia Dogmática.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Nayane Alves 16/12/2011

Excelente o artigo. Vida SIM, Aborto NÃO!

EDUARDO CARDOSO 07/12/2011

Excelente! É preciso desmascarar as mentiras que tentam justificar essa prática/crime. Cada sim ao aborto, é um não a vida de um filho de Deus, assim como cada um de nós. O aborto é o pior de todos os crimes, afinal, por ele priva-se a existência de um novo ser.

Mariana Freitas 06/12/2011

Acho tão triste quando os homens tentam advogar sobre o corpo da mulher. Uma pena que estão acostumados, já que fazem isso há séculos.

Gilmar Maldonado Roman 06/12/2011

Concordo com o articulista. Já existem inúmeros métodos anti-concepcionais que não são considerados crimes. Aborto é crime contra a vida e deve permanecer na nossa legislação. Somos um povo democrático e formado por negros, populações tradicionais locais (índios), brancos europeus, orientais e asiáticos, porém majoritariamente cristãos. Deve-se se respeitar a vontade da maioria, caso contrário não há democracia, pois democracia é a vontade da maioria e não de minorias.

Diego Padovani 06/12/2011

Muita boa, gostei muito!

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