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Artigos Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 13:56 - A | A

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Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 13h:56 - A | A

CATARINA M THEOPHILO

Você está triste ou deprimido?

CATARINA M THEOPHILO

Tristeza e depressão são temas amplamente discutidos na atualidade, especialmente diante dos desafios emocionais do mundo moderno. No entanto, apesar de frequentemente serem tratadas como sinônimos, a diferença entre uma e outra é tênue e nem sempre fácil de identificar.

É comum pessoas com depressão acharem que estão apenas tristes e que a tristeza um dia vai passar. Realmente a tristeza passa, pois é uma emoção normal que aparece diante de perdas, frustrações e situações difíceis, mas a sua intensidade é proporcional ao motivo. Outro ponto importante a ser ressaltado é que, apesar da tristeza ser dolorosa, a pessoa consegue realizar suas atividades e, com apoio social, descanso e mudanças de perspectiva, o alívio será sentido.

Já a depressão é uma doença que precisa de atenção profissional, pois sua origem envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. A linha tênue que separa tristeza de depressão está em quanto tempo os sintomas duram, quão intensos são e se atrapalham a vida da pessoa. A depressão afeta significativamente o cotidiano da pessoa prejudicando o trabalho, estudo e relações pessoais.

É importante identificar sinais de alerta que indicam que a tristeza pode estar evoluindo para a depressão. Sintomas emocionais e comportamentais: perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram agradáveis; alterações de humor, sensação de vazio ou falta de esperança persistente; fadiga constante; irritabilidade ou apatia sem motivo claro; dificuldade de concentração ou tomada de decisões. Sintomas físicos: alterações no sono (insônia ou sono excessivo) e apetite, como também pensamentos negativos recorrentes.

Sentir-se triste não significa estar deprimido, mas quando essa tristeza é intensa, prolongada e interfere na vida, pode indicar depressão, que é uma condição clínica que precisa de atenção médica e psicológica, uma vez que não melhora apenas com força de vontade.

Te convido a fazer a seguinte reflexão: em sociedades que valorizam a resistência e produtividade, tem espaço para alguém admitir que tem depressão? Não seria visto como um sinal de fraqueza? E alguns mitos são ditos como verdades, como, por exemplo, dizer que depressão não é uma doença real ou que é só falta de fé ou que é preguiça. A desinformação e o preconceito levam a pessoa ao isolamento, à vergonha e ao medo de buscar ajuda. Em uma pessoa sem tratamento, a depressão se intensifica, aumentando o risco de complicações e podendo até atentar contra a própria vida.

É comum que a depressão e a ansiedade coexistam, então, ao mesmo tempo que a pessoa sente tristeza profunda, sente preocupação constante. Quando o nível de ansiedade excede, a pessoa apresenta preocupação constante, medo excessivo, sensação de alerta, gerando inquietação, tensão muscular, insônia, palpitações, dificuldade de relaxar, sudorese e dificuldade de concentração.

Quando depressão e ansiedade se manifestam juntas, exige-se que a pessoa procure acompanhamento profissional para que haja o alívio dos sintomas e a pessoa possa se libertar dessas correntes mentais invisíveis, mas pesadas, que impedem o pertencimento a uma vida com qualidade em todos os sentidos.

(*) CATARINA M THEOPHILO é psicóloga e terapeuta, com mais de 30 anos de experiência. Atua também com os Florais de Minas, integrando cuidado emocional e desenvolvimento humano em sua prática profissional.

 

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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