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Artigos Terça-feira, 17 de Março de 2026, 13:53 - A | A

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Terça-feira, 17 de Março de 2026, 13h:53 - A | A

GILMAR FERREIRA

Câncer colorretal: mais que números, pessoas

GILMAR FERREIRA DO ESPÍRITO SANTO

No calendário anual de saúde, o mês de março recebe o laço azul e traz a missão de lembrar a todos o quanto é importante estarmos atentos à saúde intestinal. Denominada câncer colorretal, a doença, que acomete cólon (intestino grosso) e reto, tem boas chances de cura quando diagnosticada em estágios iniciais – mas vem registrando significativo crescimento no Brasil e no mundo, o que deixa a área de saúde em alerta.

Segundo a mais recente estatística divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registar, este ano, quase 54 mil novos casos. É um dos tumores de maior incidência, sendo o segundo entre homens e mulheres no país, e apresenta importante elevação da ocorrência em pessoas mais jovens, a partir dos 45 anos, podendo, no entanto, ser evitado. Este é o ponto que precisa ser amplamente divulgado.

A prevenção certamente engloba questões comportamentais, como a alimentação e os exercícios físicos, mas devemos nos ater aqui, sobretudo, à realização de um exame já bastante conhecido e relativamente simples: a colonoscopia. Além de ser considerado “padrão ouro” na detecção de doenças intestinais, o procedimento permite que, durante sua realização, sejam retirados pólipos (formações semelhantes a verrugas e que podem se tornar tumores), barrando a evolução para um câncer.

Contudo, assim como em outros tipos de neoplasias, a prevenção permanece com status de grande desafio. Vários fatores contribuem para que boa parte dos diagnósticos não sejam realizados em estágios iniciais, com destaque para a falta de uma política estruturada de rastreamento na saúde pública. Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) mostra que o gasto com tratamentos oncológicos no país é 500% superior aos recursos aplicados em prevenção.

Precisamos atuar fortemente para mudar este cenário. Mais do que uso ineficiente de recursos financeiros, estamos falando de pessoas. Quando os cânceres, em geral, são detectados no começo, as chances de cura costumam superar os 90%. Ou seja: condutas preventivas preservam vidas. Isso significa que muitas perdas de mães, pais, filhos, filhas e amigos poderiam ser evitadas.

No caso específico do câncer colorretal, as possibilidades de cura com diagnóstico precoce podem alcançar até 95%. Isso sem falar no impacto em tratamentos, que também podem ser mais simples, menos invasivos e com menor comprometimento da qualidade de vida. É um índice absolutamente relevante, que não pode ser negligenciado pelo setor de saúde.

Que cada um de nós, profissionais da área, façamos nossa parte, e que a informação chegue cada vez a mais pessoas, em uma junção de esforços a favor da vida.

(*) GILMAR FERREIRA DO ESPÍRITO SANTO é cirurgião oncológico e professor Dr., com atuação na Oncomed e HG-ITC em Cuiabá-MT

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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