Artigos Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011, 13:35 - A | A

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011, 13h:35 - A | A

Rosário Oeste

Rosário Oeste e outros municípios da baixada cuiabana precisam encontrar sua vocação econômica. Com uma economia frágil e vulnerável a influências internas e externas esses municípios ainda sofrem com a falta de recursos próprios, perdendo autonomia

IGOR TAQUES

Divulgação

Municípios como Rosário Oeste estão perdidos no que se refere à vocação econômica e a problemas que se arrastam por décadas. O desemprego e a falta de oportunidade de capacitação são verdadeiros tumores malignos a crescer cada vez mais e destruir os sonhos dos jovens que ali querem construir suas vidas. Não quero criticar modelos de gestão, não quero culpar pessoas, quero apenas expor um alerta para um município que precisa de ajuda. Penso que a palavra de ordem seja união, não se deve buscar soluções mirabolantes e nem reinventar a roda. Tem que se trabalhar, ouvir, avaliar e corrigir.

Os moradores das regiões rurais ainda são as maiores vítimas do isolamento das ações públicas. Investir na agricultura familiar deve ser prioridade para uma população que tem esmero pelo trabalho. É necessário cuidar dos pequenos produtores, valorizar suas propriedades, estimular o beneficiamento dos produtos agrícolas no próprio município e fomentar, através de parcerias, o desenvolvimento da área de serviços e do turismo rural.

Neste cenário, o processo de descentralização administrativa, os instrumentos de planejamento e gestão municipal devem ser feitos em parceria com a sociedade com o objetivo de alavancar o desenvolvimento local e provocar uma melhoria na qualidade de vida da população.

É fundamental investir na motivação da população, fazer o cidadão ter orgulho de morar no município, de receber seus amigos e familiares. É importante que cada morador tenha motivos para se orgulhar de sua terra, que tenha orgulho para produzir e ajudar a cidade prosperar.

Isso se faz com transparência, chamando a população para debater e tomar consciência dos problemas que o município enfrenta.

Com a população ciente dos problemas e mais próxima da administração, podendo fiscalizar e ajudar tomar decisões o processo se torna mais ágil seja na implantação de ações públicas ou na busca por recursos externos para atender as demandas mais importantes como a saúde, educação, assistência social, geração de emprego, habitação, turismo, cultura, infra estrutura, desenvolvimento urbano e preservação do meio ambiente.

Hoje as principais entradas de dinheiro nas prefeituras são: repasses dos governos federal e estadual; impostos e tributos municipais como IPTU, ISS, ITBI, ICMS e convênios e parcerias públicas e privadas.

Na outra ponta, as principais saídas de dinheiro são folha de pagamento dos servidores e dos cargos comissionados; saúde municipal; educação fundamental; “máquina” ou estrutura municipal; câmara de vereadores e investimentos no município que infelizmente raramente acontecem.

Apesar de previstos na lei, infelizmente os aplicação dos recursos nem sempre é feita de forma eficaz e coerente, falta ainda aos gestores priorizar e promover o interesse público em detrimento do clientelismo. Escolher a equipe de servidores comissionados com preparo técnico, político e principalmente ético. Imprimir em cada ação do governo a marca do carinho e da vontade de fazer em vez da marca publicitária estampada em placas que duram mais que as próprias obras.

Rosário Oeste e outros municípios da baixada cuiabana precisam encontrar sua vocação econômica. Com uma economia frágil e vulnerável a influências internas e externas esses municípios ainda sofrem com a falta de recursos próprios, perdendo assim autonomia em certos aspectos. Notadamente isso pode ser mudado com esforço do poder publico municipal e com o auxilio dos deputados estaduais, federais e senadores, principalmente daqueles que ali recebem expressiva votação.

É tempo de união, de flexibilidade, de foco e arrojo em vez das formas clássicas e rígidas de se administrar. É hora de compartilhar, de somar forças e plantar sementes que darão frutos para uma geração ávida pelo crescimento. É dever do poder público integrar através dos instrumentos de planejamento e gestão bem como os processos de articulação com a sociedade para que Rosário cresça e possa honrar o refrão do seu hino, escrito pelo fundador do município, Inácio Manoel Tourinho: “Que teu lema feliz e triunfante seja sempre lutar e progredir”.

(*) IGOR TAQUES OURIVES é Presidente do PDT de Rosário Oeste.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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MOISES DE CAMPOS FERREIRA 19/11/2013

Parabéns Igor pelo artigo, no tocante a boa argumentação técnica,desprovido de politicagem. Sou rosariense que nos anos 80, ao concluir a 8ª série, tive que sair de Rosário Oeste, por falta de oportunidade para os jovens, vim para a capital estudei na antiga ETF-MT (hoje IFMT) entrei na UFMT no curso de economia, passei em um concurso público , hoje vivo em Cuiabá. Mas torço para que a nossa querida Rosário tome o rumo do desenvolvimento econômico naquilo que é sua vocação natural e jovens com boa visão de gestão pública, assim como você, assuma o Poder executivo desse município.

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