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Artigos Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 08:00 - A | A

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 08h:00 - A | A

CAROLINA AMORIM

Quando os adultos evitam decisões difíceis, os filhos vivem em alerta

CAROLINA AMORIM

O filho de quinze anos começou a chegar cada vez mais tarde. Primeiro pequenos atrasos. Depois mensagens enviadas de madrugada avisando que “já estava voltando”.

As notas caíram. As respostas ficaram atravessadas. A mãe percebia. O pai também.

Mas nenhum dos dois queria iniciar a conversa que poderia gerar confronto.

Ela dizia que era fase. Ele dizia que era melhor não pressionar para não afastar.

Ambos temiam endurecer e perder o vínculo. Enquanto adiavam o posicionamento, o adolescente avançava sem contorno.

Evitar decisões difíceis nem sempre parece omissão. Às vezes se disfarça de compreensão excessiva. De medo de traumatizar. De tentativa de preservar a relação.

O problema é que, quando o adulto não estabelece limites claros, o jovem não entende como liberdade. Entende como ausência de direção.

A adolescência é fase de teste. O grupo ganha força. O risco se torna atraente. Nesse cenário, a falta de posicionamento adulto não produz maturidade. Produz insegurança.

O adolescente pode parecer independente, mas ainda precisa de contorno. Quando não há clareza sobre horários, responsabilidades e consequências, ele testa até encontrar o limite. Se não encontra, aumenta o teste. Não por desafio, mas por necessidade de referência.

Pais que evitam decisões difíceis costumam dizer que não querem brigar. Mas liderança não é rigidez. É assumir o desconforto de dizer não quando necessário e sustentar a decisão.

Quando os adultos adiam o posicionamento, a casa entra em estado de alerta. O jovem entende que pode avançar mais. Os pais ficam ansiosos. O clima se torna instável.

Filhos adolescentes não precisam de pais permissivos para amar. Precisam de pais que liderem para confiar. E confiança nasce quando o adulto ocupa o lugar de direção, mesmo atravessando o conflito.

Evitar pode parecer cuidadoso, mas não é. Liderar é proteger.

Seja o contorno!

(*) CAROLINA AMORIM é Educadora Parental e Mentora de Famílias | Especialista e escreve para HiperNotícias. Instagram: @carolinamorim
em Desenvolvimento Humano.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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