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Polícia Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 11:24 - A | A

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 11h:24 - A | A

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Médica presa em operação contra o tráfico entrou em esquema enquanto estudava na Bolívia

Grupo usava até contratos públicos para lavar dinheiro do tráfico de cocaína

APARECIDO CARMO
Da Redação

Foi identificada Naira Batistelo, de 38 anos, a médica que foi presa, nessa quinta-feira (27), na Operação Argos, da Polícia Civil. Ela é acusada de envolvimento em um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.

A prisão ocorreu na cidade de Nova Santa Helena (599 km de Cuiabá). Também foram apreendidos um veículo Hyundai Creta, um aparelho celular, um notebook e joias.

Segundo os dados do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Naira atua desde abril de 2023 e não tem especialização registrada. Ela se graduou naquele mesmo ano pela Universidad Nacional Ecológica, na Bolívia.

Conforme a investigação, ela era responsável por receber, gerenciar e distribuir o dinheiro oriundo das práticas criminosas, atuando como um "hub" de liquidez. De acordo com a polícia, em um período de pouco mais de dois anos, ela recebeu R$ 10,9 milhões.

O seu histórico acadêmico teria ajudado na cooptação dela para atuar como laranja da organização criminosa, que é responsável pelo comércio de cocaína na região de fronteira.

A investigação que desmontou o esquema de tráfico interestadual de drogas começou em 2023. Ao longo desse período, foi possível identificar a estrutura de organização dos traficantes.

A organização criminosa usava carretas de empresas sem nenhuma irregularidade para camuflar as drogas. O destino final da cocaína era o estado da Paraíba, de onde era pulverizada naquela região.

Além disso, havia uma organização para a lavagem desse dinheiro. Era nesse núcleo que Naiara atuava. A partir de 2024, o grupo passou a tentar lavar dinheiro por meio de contratos públicos. Em um dos casos, uma empresa recebeu R$ 3 milhões em empenhos para serviços de esgoto e lixo, mas a empresa sequer tinha funcionários registrados. O dinheiro que vinha da administração irrigava o tráfico.

Ao todo, foram cumpridos 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 13 cidades de quatro estados: Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso.

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