Artigos Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011, 10:00 - A | A

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011, 10h:00 - A | A

O preço de uma candidatura

Já escrevi que o preço de uma campanha política está pela hora da morte. As despesas aumentam a cada eleição, que para a felicidade dos milhares de cabos eleitorais, é realizada de dois em dois anos. Nesse intervalo, as atividades políticas não param

GABRIEL NOVIS

Steffano Scarabottolo

Já escrevi que o preço de uma campanha política está pela hora da morte.

As despesas aumentam a cada eleição, que para a felicidade dos milhares de cabos eleitorais, é realizada de dois em dois anos.

Nesse intervalo, as atividades políticas não param, tampouco, as despesas dos candidatos eleitos ou não.

Os eleitos têm as famosas verbas de gabinete: combustível, moradia, transporte, lobby - antigamente chamado de tráfico de influência - e a liberação das emendas parlamentares.

Esta última é tão importante, que os deputados e senadores em cargos estaduais retornam aos seus postos no Congresso Nacional até a aprovação da presidente e a sua publicação no Diário Oficial da União.

A liberação das ditas cujas são negociadas de acordo com o comportamento do parlamentar nas votações de interesse do governo.

Aliás, muitos deputados e senadores não foram eleitos para defender os interesses da população.

Li em um jornal que, para o governo preparar a candidatura do ministro da Educação à prefeitura de São Paulo, nos últimos nove anos o orçamento do seu ministério aumentou de 19 bilhões para 69 bilhões de reais.

O triste nesse pulo do orçamento do MEC é que, nesse período de gastança desenfreada, a qualidade do ensino público despencou.

Gastamos muito dinheiro da educação nesse período e perdemos muito em qualidade. O custo de um aluno inscrito para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é de 45 reais, sendo o de um eleitor, de apenas R$ 3,61.

O resultado das eleições em um país de mais de oito milhões de quilômetros quadrados é conhecido após quatro horas, com lisura após o fechamento das urnas.

Pelo terceiro ano consecutivo o concurso do Enem é anulado por vazamento das questões da prova. Interessante é saber que 70% dos alunos do curso superior cursam universidades particulares, que recebem incentivos e isenções do governo para aceitar os alunos carentes.

Por que o governo federal não aumenta o número de vagas nas universidades públicas? Falta de interesse em secar uma importante fonte de recursos que as universidades privadas representam em uma eleição.

As verbas do MEC foram estrondosamente aumentadas apenas para propiciar ao seu titular maior visibilidade para a candidatura oficial à prefeitura da cidade de São Paulo, que em orçamento só perde para a União e o Governo do Estado de São Paulo.

Este candidato imposto pelo Cara do Obama deixará o ensino brasileiro nas cucuias por puro capricho do homem que se gaba de eleger um poste para a Presidência, e agora quer eleger um afilhado prefeito da maior cidade do Brasil.

É alto o preço de uma candidatura, especialmente quando bancada com recursos da educação em um país sem educação.

(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médico, professor universitário fundador da UFMT e colaborador de HiperNoticias. E-mail: borbon@terra.com.br

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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ileniel nunes 14/11/2011

A mesma fonte que citou sobre o salto de 16 para 69 bilhões a receita da educação, é a mesma fonte que critica o ENEM... Estranho isso, pois uma de suas empresas do conglomerado é a que imprime as provas do Exame Nacional, a mesma fonte elogia quando o governo finalmente cede recursos para a inclusão dos menos abastados financeiramente, porém, não cita que apenas 51% das vagas nas Universidades Federais do pais estão sendo preenchidas, enfim... A Mesma fonte não conta também que: atualmente o Exame mesmo custando a deliciosa bagatela de R$45,00 é 50% do custo do antigo vestibular elaborado para os decorebas... (ai do maldito que me responder dizendo que meu comentário é tipico d\'um rancoroso, pois este se mostrará além de um desinformado um cego com a mais perfeita visão distorcida de mundo). O mais engraçado É que em meio ao desvaneios dos que adoram apenas vociferar é que, não prestou a devida atenção em muitas coisas, O Cara do qual eu não tenho o menor apreço e ou simpatia, nem por ele nem pelos seus correlegionários, deixou sim um pontapé na educação, um disparo perfeito onde colheremos resultados mais ou menos daqui vinte anos, mas a visão tapada, torpe, deturpada de partidaristas de: esquerda, direita, centro disso e ou daquilo outro, só permite criticar, e nunca parar, observar, analisar e se possível, elogiar... Texto infelizmente pífio, e de uma visão que visa apenas o ego, nunca um algo bem feito em prol finalmente da nação. Independente das falhas grosseiras dos gestores do MEC.

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