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Com autoria de Wagner Maugeri, Lauro Müller, Maugeri Sobrinho e Victor Dagô, “A Taça do Mundo é Nossa” foi composta para a copa do mundo de 1958 - na qual o Brasil mostrou para o mundo o futebol-arte e foi campeão mundial pela primeira vez. Essa canção é um dos maiores símbolos do amor dos brasileiros pelo futebol.
Em 30 de outubro de 2007 a Federação Internacional de Futebol – FIFA formalizou o Brasil como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Desde então uma avalanche de problemas foram evidenciados, demonstrando o quão despreparado o Brasil está para realizar o evento (ou não?!). Mobilidade urbana, aeroportos, estádios, segurança, saúde pública, meios de hospedagem e rede gastronômica são alguns dos setores que geram preocupação.
Escolhida para ser uma das 12 cidades-sedes, Cuiabá está empenhada e trabalhando para cumprir as metas e cronogramas para que a “Copa do Pantanal” seja um sucesso. Pelo menos este é o que discurso do poder público. Mas, na pratica, o que temos visto é uma situação de entropia chegando ao nível “hard” e um discurso que não parece condizer com a realidade.
Os problemas começaram com a criação da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo (AGECOPA), que posteriormente foi substituída pela Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 (SECOPA). Podemos dizer que o ponto de partida desses problemas foi a reforma do prédio que seria a sede da Agecopa. Digamos que, por um “equivoco” no planejamento, a obra que estava inicialmente avaliada em R$ 735 mil passou de R$ 1 milhão. O “ápice” foi o caso das Land Rovers que culminou com a transformação da Agecopa em Secopa.
E então iniciaram as obras. A opinião pública que começava a chegar a um nível perigoso foi acalmada. Entretanto, diversos problemas continuaram a acontecer. A opinião pública que novamente começava a chegar a um nível perigoso foi acalmada mais uma vez. Agora com a aceleração das obras e a “inauguração” de algumas. Mas é viaduto inaugurado sem estar pronto; obras cujo valor final supera em muito o valor inicial previsto; estádio com atraso na entrega; obras inauguradas com “defeitos de fábrica”; VLT que não ficará pronto para a Copa do Pantanal; planejamento e execução de ações turísticas com falhas; obras nitidamente abandonadas; trincheiras com atraso; desvio de obras abandonados e cheio de buraco; problemas com IPHAN em áreas tombadas... e recentemente o anúncio de um plano “B” para o “aeroporto de Cuiabá”: caso a obra não fique pronta a tempo será improvisado um terminal de lona.
Olha, não podemos afirmar que as obras para a Copa do Pantanal não ficarão prontas. Já assisti algumas vezes o quadro “Lar Doce Lar” do programa Caldeirão do Huck e percebi que “o impossível é só questão de opinião”. Espero sinceramente que tudo ocorra da melhor forma possível e que de fato tenhamos um legado positivo. Mas é fundamental ficarmos atentos, pois há muita gente trabalhando para nos “induzir” a acreditar e defender situações as quais não acreditados e que muitas vezes não são verdade. As mídias sociais têm contribuído significativamente para isso. Engenharia Social, Think Tanks e Janela de Overton são algumas das técnicas utilizadas para sustentar essas “Mentiras Simbólicas”. Mas isso meu caro, é assunto para outro texto. Afinal, como já dizia Jean Cocteau “Uma garrafa de vinho meio vazia está meio cheia. Mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade”.
*EDILBERTO MAGALHÃES é turismólogo, produtor cultural e blogueiro
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