Mato Grosso registra um cenário preocupante de endividamento da população. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, referentes a fevereiro de 2026, apontam que 52,97% dos mato-grossenses adultos estão inadimplentes, percentual acima da média nacional, que é de 49,87%.
Na prática, isso significa que mais da metade da população do Estado possui algum tipo de dívida em atraso, reforçando um quadro de pressão financeira que acompanha a tendência nacional de crescimento da inadimplência.
Em números absolutos, Mato Grosso soma cerca de 11,5 milhões de dívidas registradas, com milhares de consumidores negativados.
CENÁRIO NACIONAL PRESSIONA REALIDADA LOCAL
O avanço da inadimplência em Mato Grosso acompanha o movimento observado em todo o país. Em fevereiro, o Brasil atingiu a marca de 81,7 milhões de inadimplentes, o maior patamar da série recente. O valor médio das dívidas por pessoa também chama atenção: cada brasileiro negativado deve, em média, R$ 6.598,13, enquanto o valor médio de cada dívida é de R$ 1.623,40.
Ao todo, o montante das dívidas no país chega a R$ 539 bilhões, evidenciando o peso do endividamento na economia.
O levantamento também revela características importantes sobre quem está com contas em atraso. A inadimplência segue relativamente equilibrada entre homens e mulheres, com leve predominância feminina. Em relação à idade, há maior concentração entre adultos jovens e de meia-idade, especialmente na faixa entre 26 e 40 anos, que representa uma parcela significativa dos negativados.
Outro dado relevante é o envelhecimento da inadimplência ao longo dos anos. Em uma década, aumentou a participação de pessoas acima dos 60 anos entre os endividados, indicando dificuldade prolongada de recuperação financeira.
RENEGOCIAÇÃO CRESCE
Apesar do alto número de inadimplentes, a busca por negociação também aumentou. Em fevereiro, mais de 3 milhões de consumidores fecharam acordos por meio do Serasa Limpa Nome, com valor médio de R$ 777 por negociação.
Além disso, foram concedidos mais de R$ 12,1 bilhões em descontos, o que indica esforço tanto de consumidores quanto de empresas para reduzir o impacto das dívidas.
PRESSÃO NO ORÇAMENTO FAMILIAR
Especialistas apontam que o cenário é resultado de uma combinação de fatores, como inflação acumulada, custo de vida elevado e alto comprometimento da renda. Atualmente, famílias brasileiras chegam a comprometer, em média, mais de 70% da renda com dívidas e despesas fixas, o que reduz a capacidade de pagamento e aumenta o risco de inadimplência.
Em Mato Grosso, onde o custo de vida também tem pressionado o orçamento doméstico, o reflexo aparece diretamente no aumento das contas em atraso.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








