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Artigos Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 10:25 - A | A

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Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 10h:25 - A | A

Cuiabá, 307 anos: o futuro da cidade também se constrói na escola pública

ALAN PORTO

Celebrar os 307 anos de Cuiabá é reconhecer a força de uma cidade que cresceu sem se desprender da própria identidade. É olhar para a sua história, para a cultura que a sustenta e, ao mesmo tempo, para aquilo que ainda precisa ser construído. Nesse horizonte, poucas escolhas são tão decisivas quanto o investimento na educação pública.

Ao longo do tempo, Cuiabá se expandiu, transformou sua paisagem urbana, enfrentou novos desafios e passou a exigir respostas mais consistentes do poder público. Entre elas, uma se impõe com clareza: garantir que crianças e jovens encontrem na escola pública um lugar capaz de oferecer aprendizado, estrutura e perspectiva de futuro.

Nos últimos sete anos, os investimentos na rede estadual da Capital contribuíram para modificar, de forma concreta, a rotina de estudantes, professores e demais profissionais da educação. Essa mudança se reflete no dia a dia das unidades, nos espaços recuperados, nas salas revitalizadas, nos ambientes mais adequados ao trabalho pedagógico e na melhoria das condições para ensinar e aprender.

Quando uma escola melhora sua estrutura, o impacto vai além da aparência. A rotina se torna menos desgastante, o ambiente se organiza e o vínculo da comunidade escolar com aquele espaço se fortalece. Uma escola cuidada transmite, de maneira silenciosa e firme, a mensagem de que o estudante importa, de que o professor merece respeito e de que o processo educacional precisa ocorrer em condições dignas.

Em Cuiabá, essa mudança pode ser vista em obras e entregas que já fazem parte da paisagem da cidade. Um dos maiores exemplos é o investimento superior a R$ 154 milhões para a construção de sete Colégios Estaduais Integrados nos bairros Jardim Industriário, Nico Baracat e Paiaguás, além da reconstrução, nesse mesmo modelo, das escolas estaduais Heliodoro Capistrano, Zélia Costa, Santos Dumont e José de Mesquita.

A Capital já recebeu outros quatro CEIs: Victorino Monteiro, Professor João Crisostomo de Figueiredo, Mário de Castro e Malik Didier. Essas unidades representam um novo padrão de infraestrutura escolar em Mato Grosso. Mais do que prédios modernos, elas revelam uma compreensão mais ampla do papel da escola pública. São espaços com piscinas, áreas esportivas e estruturas pensadas para ampliar as possibilidades de formação dos estudantes.

Outro aspecto importante desse modelo é a abertura das áreas esportivas à comunidade aos sábados. Quando isso acontece, a escola amplia sua presença no bairro e reforça sua vocação de espaço público. Deixa de ser apenas o local da aula e passa a integrar, com maior intensidade, a vida comunitária. Aproximar a escola das pessoas também é uma política educacional.

Mas obra, sozinha, não sustenta a transformação que a educação exige. A infraestrutura precisa acompanhar o trabalho pedagógico. É essa articulação que produz um resultado consistente. Quando há investimento na qualificação do ambiente escolar e, ao mesmo tempo, apoio às práticas pedagógicas e ao trabalho dos professores, o ensino avança com mais solidez e a aprendizagem ganha mais sentido.

No fundo, não se trata apenas de construir escolas melhores do ponto de vista físico. Se trata de ampliar oportunidades. Cada unidade reconstruída, cada espaço revitalizado e cada melhoria entregue à população representam mais condições para que milhares de estudantes do ensino fundamental e médio permaneçam na escola, aprendam mais e enxerguem nela um caminho real para seguir adiante.

Uma cidade com a história de Cuiabá não pode falar de futuro sem falar de responsabilidade. E poucas responsabilidades são tão permanentes quanto a de tratar a educação pública como prioridade. É na escola que se formam trajetórias, se reduzem desigualdades e se cria, de fato, a base de uma sociedade mais justa.

A Cuiabá dos 307 anos tem razões para se orgulhar do seu passado, mas deve olhar com atenção para o que está plantando agora. Uma capital se torna mais forte quando o seu desenvolvimento chega à sala de aula, alcança o professor, valoriza o estudante e melhora o ambiente em que a aprendizagem acontece.

No fim, o tamanho de uma cidade também se mede pela escola que oferece às novas gerações. E é justamente aí que Cuiabá pode construir uma parte importante do seu futuro.

*Alan Porto é ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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