Artigos Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 17:30 - A | A

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011, 17h:30 - A | A

Intempéries cíclicas

Entre os mistérios dos relacionamentos humanos, e muito além das definições que não conseguem contabilizar todas as nuances do comportamento humano, temos a realidade propiciada por Irene, que está deixando todo mundo em condições análogas às TPMs

HONÉIA VAZ

 

Divulgação

Apesar de todos eles acharem, nem todas as mulheres têm sintomas de irritabilidade devido às proximidades do ciclo menstrual e há pelo menos 100 diferentes sintomas para tal contexto. Tenho amigas que confirmam, sem complexos nem problemas, que realmente ficam “insuportáveis naqueles dias”. É fato, se a esposa está com TPM, segundo um amigo meu, que ela torna mesmo o dia dele um “inferno”. Mas não falta comprovação de que eles, frequentemente, também têm nervosismos cíclicos (os honestos admitem, os amigos confirmam, as mulheres ressaltam que “com certeza”). E é observável no meu pai que ele leva com bom humor aqueles “dias” delas para melhorar o “clima” na casa dele, com todos os membros (foi aí que aprendi a relevar). Portanto, é ponto pacífico que os homens também são influenciados pela TPM, e ser “irritadinha” e intransigente nas discussões não é “coisa” só de mulher.

Entre os mistérios dos relacionamentos humanos, e muito além das definições “retas” de pesquisas que não conseguem contabilizar todas as nuances do comportamento humano como impacto sobre transformações imprescindíveis para reverter resultados negativos, temos a realidade propiciada por Irene, que está deixando todo mundo em condições análogas às TPMs.

Mostrando que não é só tempestade em copo d’água, e com prenúncios imperiosos sobre vários estados americanos, temos o avanço crescente desta Tempestade. O especialista Roger Pielke, em declaração à Bloomberg, informou que o risco estimado pode nos levar a valores de perdas seguradas em torno de 13,9 bilhões de dólares (R$ 22,41 bilhões). Ela não deixa dúvida de que os ciclos femininos (agora especificamente o dela, mas devendo incluir os das águas, influenciados pelos das árvores, e totalmente influentes sobre as lavouras,) não devem ser desconsiderados como prioridade máxima em estudos que permitam a devida consonância dos fatores, para a requerida sustentabilidade.

Longe de qualquer discussão sexista (principalmente por que os padrões que antes estabeleciam TPM como exclusividade da mulherada caem por terra no teste cotidiana), certo é que os valores perdidos e resultantes de Irene são assustadores para a população mundial. Enquanto a Tempestade 8, de 1933, ocasionou uma continha de US$ 4,9 bilhões, e a de New England, 1938, de US$ 46,2 bilhões, se fatores como horas de trabalho perdidas e interrupção do transporte forem considerados, em perdas econômicas totais, Irene chegará a 20 bilhões de dólares (R$32,24 bilhões), ainda tendo como base os apontamentos de Pielke.

O crescente gasto e os danos irrecuperáveis destas catástrofes são correspondentes ao preço que se paga por ignorar todas as vertentes influentes na causa e nos focar em discussões inócuas, sem motivos outros que não o que mais parece TPM, já que dialogar sobre o assunto provoca tensões e respostas sem embasamento técnico algum de diferentes áreas igualmente importantes para se resolver o problema.

É claro que previsões podem ser revertidas de diversas formas e até por uma única via, o que não anula a observação da velha e reconhecida arrogância alicerçada à competência técnica unilateral, que facilmente vem sendo varrida por fenômenos como Irene, Gilbert, Katrina, Ivan, Rita, Hugo, Wilma, Frederic, Grace, Mitch, Carol, entre outros furacões e tempestades com significativas e comprovadas conseqüências negativas para a sociedade – governos, cidadãos, organizações e empresas.

(*) HONÉIA VAZ é jornalista em Cuiabá-MT e colaboradora de HiperNoticias. E-mail: honeia_vaz@hotmail.com

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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