Artigos Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011, 09:19 - A | A

Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011, 09h:19 - A | A

Cáceres 233 anos

A fundação de Cáceres deu-se por motivos que ainda hoje perduram como característica: a fertilidade do solo e abundância das águas, a necessidade de defesa da fronteira e o incremento das atividades do sudoeste de MT, além da navegação do Rio Paraguai

JOSÉ LACERDA

Ednilson Aguiar/Secom

No aniversário de Cáceres, achei importante homenagear minha terra natal, fazendo um balanço geral de sua existência de mais de dois séculos. Desde a fundação de Vila Maria do Paraguai, em 6 de outubro de 1778, o então povoado teve suas elevações de categoria de vila e município em 1859, depois à cidade de Cáceres, em 1874, sempre vinculadas ao desenvolvimento das potencialidades e localização estratégica.

A fundação de Cáceres deu-se por motivos que, ainda hoje, perduram como característica: a fertilidade do solo e abundância das águas, a necessidade de defesa da fronteira e o incremento das atividades do sudoeste de Mato Grosso, além da navegação do Rio Paraguai para comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade, Cáceres e a Capitania de São Paulo.

Não podemos esquecer e enaltecer que a partir de 1850 ocorreu, em Cáceres, um incremento populacional e econômico, com a extração da borracha, da raiz medicinal da ipecacuanha (poaia), do comércio de peles bovinas e da agropecuária. A navegação do Rio Paraguai desenvolvendo o comércio com Corumbá, foi ampliado para comércio internacional com Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, já indicava um perfil de integração comercial.

As primeiras empresas industriais do Brasil, com alta potencialidade de produção e exportação para a Europa, surgiram em meados do século XIX, em Cáceres, pelas usinas de açúcar e as charqueadas de Descalvados e Barranco Vermelho.

Todo o processo das atividades econômicas dos séculos XIX e início do século XX passou por fases de crescimento e de extinção, por efeitos externos de transformações da modernidade, de novas tecnologias, dos efeitos de políticas nacionais e dos conflitos internacionais.

O aparecimento de novos núcleos sócio-econômicos, a partir de 1960/70, com a intensa migração, o desenvolvimento agrícola teve, como consequência, a emancipação e criação de novos municípios a partir de Cáceres e Vila Bela, passando de dois para 22 municípios. Mais recentemente, no final da década de 80, a retomada do desenvolvimento das fronteiras de Mato Grosso, e da região de Cáceres, bem como a integração econômica sul-americana, estiveram nos planos de governos de Mato Grosso: de Júlio Campos, Carlos Bezerra, Jaime Campos, Dante de Oliveira, Rogério Salles, Blairo Maggi e Silval Barbosa. Pode-se citar o importante papel do então senador Márcio Lacerda, na criação da ZPE - Zona de Processamento de Exportação, localizada em Cáceres, na saída comercial para o Pacífico e o desenvolvimento sustentável.

Se por um lado, temos os pontos positivos como o aumento anual da produtividade, temos, por outro, problemas específicos que esbarram, principalmente, na infraestrutura das vias de transporte e na defesa de fronteira. Comparando com o passado, quando a comunicação e o aspecto de defesa militar das fronteiras eram relacionados com a soberania, hoje, temos a fronteira como problema militar e policial do combate ao narcotráfico. O desafio é transformar Mato Grosso em grande polo industrial, já que o estado detém uma base econômica mineral a ser explorada e é o maior produtor agropecuário do País. São metas que estão sendo implantadas em cada governo desde a década de 80.

Especificamente para a região oeste do estado, depois de 20 anos, o governo de Silval Barbosa está retomando a implantação da ZPE, com as obras de infraestrutura, além de investimentos na área de Educação, criando a Faculdade de Medicina da Unemat.

Também, a criação do Comitê de Fronteira, por meio do Decreto n° 478, de junho deste ano, inclui ações políticas que envolvem os governos federal, estadual e municipais. Visam melhorar a segurança pública, a saúde, educação, criando oportunidades para geração de mais empregos, renda e de infraestrutura para toda a região. Por outro lado, essas ações neutralizam os efeitos de exclusão social e de criminalidade, fragilidades que são aproveitadas pelos narcotraficantes.

O Programa MT Sem Miséria é outra ação governamental para tirar da exclusão social as famílias de renda mensal per capita de até R$ 70,00.

A 46ª Expocáceres, realizada nesta semana, homenageia os pioneiros dos municípios criados a partir de Cáceres e Vila Bela. Essas pessoas representam todos aqueles que trabalham e se dedicam ao crescimento de seu município. É o evento que mostra as potencialidades e o otimismo da região.

Para enfrentar problemas com coragem, perseverança, faz-se necessário implantar estratégias de ações integradas. O governador Silval Barbosa está agindo com eficiência e eficácia. Mas essas ações devem ser trabalhadas em comum acordo com a população.

(*) JOSÉ LACERDA é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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