| Steffano Scarabottolo |
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A poderosa FIFA, de maneira autoritária, passou uma borracha em cima dessas definições e através de uma resolução ditatorial transformou os antigos estádios de futebol em arenas.
Não podemos nem chamar as arenas da FIFA em similares ou genéricos dos nossos queridos estádios, tão cheios de tradições.
Exige a multinacional dos esportes que todos os seus eventos esportivos têm de ser realizados nas suas arquitetônicas e suntuosas arenas, com padrão de sua qualidade.
Isso significa diminuição do número de assentos e custo das obras só para países ricos.
Com isso perdemos a nossa memória futebolística rica em histórias apaixonantes.
Ao ir ao Maracanã a história predileta é a do gol uruguaio contra o Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950, quando perdemos o título com a bola entrando na rede entre o corpo do nosso goleiro e a trave.
E olhem que foi lá que Pelé marcou o seu milésimo gol, quando o dedicou às criancinhas.
E o Pacaembu de goleiros inesquecíveis com o Oberdan do Palmeiras.
Todos os estádios tiveram a sua história jogada no lixo pelos “inventores” das arenas.
O nosso Verdão, em plena maturidade, foi destruído, levando a saudade do gol olímpico do Pelezinho do Mixto em noite inesquecível e com público superior aos jogos da Copa, na partida contra o Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro.
As arenas são palácios que após a Copa poderão ser transformados em elefantes brancos, absolutamente inúteis.
No caso da nossa Arena Pantanal não corremos esse risco, pois mesmo sem times de futebol somos o Estado maior produtor de grãos.
Facilmente será aproveitado como armazém para estocar alimentos para exportar para o mundo.
Difícil acompanhar esse modernismo comercial, esquecendo a beleza do nosso passado e das nossas tradições.
Não estamos distantes do dia em que a FIFA, com toda a sua pujança, começará a mudar os destinos do nosso planeta Terra.
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Carlos Nunes 22/07/2014
No filme Gladiador, que ganhou uma porção de Oscars, quando o Senado romano informa ao imperador Cômodus que: a periferia da cidade estava infestada de doenças...ele imediatamente institui 120 dias de jogos na Arena Coliseu. Ora, 120 dias de jogos com gladiadores, uns trucidando os outros, atraiu os turistas de época, e muitos lutadores - vieram de toda parte, e provavelmente circulou muito dinheiro em Roma. Mas...invés de investir dinheiro na Saúde, para pelo menos minimizar o surto de doenças na periferia...o imperador adota o Marketing Político "O Circo". Sim o Coliseu, a maior Arena da época, era um Circo. E para matar a fome da periferia, o imperador, de tempos em tempos, mandava carroças e mais carroças de pães e outras comidas. Aí surgiu o outro Marketing "O PÃO". Trazendo tudo isso para os tempos atuais, para HOJE, repete-se a mesma história. Copa 2014 foi só...um Circo passageiro muito caro. Enquanto isso...na terra de cegos...o Datena mostrou o caso do senhor que agonizou em frente do Posto de Saúde, principalmente porque era pobre. Agora, ontem, anunciaram que um grupo de cartolas visitou a presidenta para ela maneirar na dívida que os Clubes de Futebol tem, principalmente de impostos, INSS, e outras, estimada em alguns BILHÕES DE REAIS...e fazer um Acordo bilionário que beneficie os Clubes, incluindo aqueles que sonegaram impostos prá burro. Ih! vai morrer muito mais gente agonizando, em todo o país. Mas...para alguns isso é um simples detalhe. No Brasil, futebol é mais importante do que a Saúde, a Educação, a Segurança, etc. juntos.
José Bonifácio 21/07/2014
ARENA em espanhol quer dizer AREIA. Logo, local das tradicionais touradas. Portanto concordo com o articulista QUANDO diz que o nome correto do local das competições de futebol é ESTÁDIO, não arena.
2 comentários