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Política Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 12:49 - A | A

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Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 12h:49 - A | A

DISPUTA NA CASERNA

Escolha de sargento para comando da Casa Militar divide entidades da segurança em MT

Entidades divergem sobre legalidade e critérios adotados pelo governo

DA REDAÇÃO

A nomeação da sargento da Polícia Militar Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar de Mato Grosso abriu um embate entre entidades representativas das forças de segurança do estado.

De um lado, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar (Assof-MT) criticou a escolha e afirmou que a designação contraria a legislação vigente. Segundo a entidade, o cargo deve ser ocupado exclusivamente por um coronel da ativa, conforme prevê a Lei Complementar nº 466/2012.

Em nota, a associação afirmou que a regra é obrigatória e não permite flexibilizações. Para a Assof-MT, a nomeação pode configurar afronta ao princípio da legalidade, além de representar desvio de função e risco à hierarquia e disciplina das corporações militares.

Por outro lado, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ACS-MT) saiu em defesa da sargento e classificou as críticas como ataques infundados. A entidade destacou que a escolha é uma prerrogativa do chefe do Executivo, baseada em critérios de confiança e competência.

A ACS-MT também ressaltou a trajetória profissional de Adriana Rodrigues, apontando que a policial possui conduta exemplar e experiência reconhecida dentro da corporação.

Para a associação, a nomeação não representa quebra de hierarquia, mas sim o reconhecimento da capacidade técnica de praças da Polícia Militar. A entidade ainda criticou o que chamou de tentativa de desvalorização da categoria.

A nomeação de Adriana foi anunciada pelo governador Otaviano Pivetta na terça-feira (7), logo depois do chefe do Executivo anunciar outra mulher, a coronel da PM Susane Tamanho como secretária de Estado de Segurança Pública.

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