Como vai?
Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
Rita Lee
Não daria para acomodar aqui neste artigo a lista de tantas músicas da “mãe do rock brasileiro” que me trazem memórias afetivas. Ela lembra minha adolescência. Além da voz dela, gostava das letras que faziam críticas sociais e continham ironia e, ainda, da liberdade e do bom humor de uma das maiores cantoras da sociedade brasileira. Sem contar no empoderamento feminino estampado nas canções. Afinal, toda mulher quer ser amada/toda mulher quer ser feliz.
E eis que há duas semanas a família anunciou a passagem da ícone do rock. Ela deixou o marido, três filhos, uma neta e milhares de fãs.
O luto ... ah-ah, são coisas da vida... e é um acontecimento muito complexo, que todos nós, mais cedo ou mais tarde, nos deparamos. Cada um tem uma forma e um período para lidar com ele. Depende da importância e do investimento na relação com a pessoa falecida, das habilidades de resiliência, da maneira como a morte ocorreu: abrupta, trágica, precoce ou decorrente de doença terminal, dentre outras.
Para alguns, desapegar do vínculo com o falecido é um obstáculo, porque ora se “agarram” àquele, tendo uma enorme desconexão com a vida, fundamentado por um amor inconsciente, podendo, inclusive, repetir o destino do falecido, ora reprimem o luto, enchendo a agenda de compromissos a fim de “não pensar” no sofrimento. Para Bert Hellinger, desenvolvedor da Constelação Familiar, o luto só dura mais quando alguém deve algo aos mortos e não o reconheça.
Isso leva a uma série de sintomas, tais como, adoecimento, fracasso, depressão, pois, segundo Hellinger, os mortos estão presentes e separados de nós. Eles nos libertam quando nos lembramos deles com amor, olhando para frente apesar de tudo. Olhando para o futuro, também os libertamos.
Na visão sistêmica, para manter o sistema familiar saudável, a pessoa ausente fisicamente precisa ser solta
Na visão sistêmica, para manter o sistema familiar saudável, a pessoa ausente fisicamente precisa ser solta. Como? Os que ficam necessitam refletir sobre o que aconteceu, encontrar sentido nisso, deixar que a vida se desenrole, conforme a vontade dela, aceitando o destino daquela. Igualmente, devolvendo ao ente que partiu o seu lugar de direito, mantendo sua posição e seu papel, já que ele permanece ativo no sistema familiar. Dessa forma, a dor se transforma em reconhecimento de amor e pertencimento e seguir em frente.
A constelação sistêmica é uma ferramenta terapêutica que auxilia a processar a perda e a transformar a experiência dolorosa em uma memória importante e a chegar na aceitação dos acontecimentos ocorridos. Assim, honrar o ente querido e fazê-lo pertencente ao sistema familiar. Por conseguinte, este dará força para vida à pessoa que fica. Como diria a rainha do rock, enquanto estou viva e cheia de graça/talvez ainda faça um monte de gente feliz.
(*) BRUNA BERTHOLDO é Advogada e Terapeuta facilitadora em Constelação Familiar de bonecos. Escreve para HiperNotícias às terças-feiras Instagram: brunabertholdocfE-mail: [email protected]
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Nina 28/05/2023
Maravilhosa vc Bruna ????????Aprendo muito com vc ❤️
Kamila 24/05/2023
????????
Lilian Silva 23/05/2023
Texto lindos verdadeiro!!! Parabéns doutora???????????????????????????????? Obrigada por compartilhar
Vívian Ochove 23/05/2023
Belíssima dissertação minha querida amiga! Com certeza orienta, acalma, norteia e conforta os que ficam!!! Que saibamos reconhecer em vida o valor daqueles que amamos!!!! Um abraço!
Vilma Maria 23/05/2023
Ah! São coisas da vida. Ela foi como um leque com várias cores, não daria para acomodar. Muito versátil, polivalente!!! Fez sua história, deixa legado que será sempre lembrada ao som das suas músicas. Também viveu a experiência de esposa, mãe e companheira. Deixa saudades nos familiares e fãs. Mas o que dizer da partida chegada a hora de ir embora. Já terminou o curso intensivo por aqui! Ah! Coisa da vida, às vezes, tenho comigo, somos pequenos para tantas provações que não nos demos conta que um dia a menos aproxima-se da partida. Valorize a vida, a família, os amigos, fique bem consigo e respeite aos demais. Também saber dosar o compromisso e não exagerar no trabalho e priorizar o descanso, nos faz muito bem. Oh! Como é agradável ter lembranças do ente querido quando este estava fisicamente, ah! Aumenta na sua ausência. Identifiquei na visão sistêmica a ideia a aceitar e deixar que o ente querido siga. Assim a família viverá saudável e ocorrerá a aceitação e a dor transforma em reconhecimento de amor e a vida que seguirá em paz. Querida Bruna, parabéns pelo tema!!!Gostei muito, porém é complexo e divide opiniões. Mas, exige que valorizemos as pessoas, os momentos enquanto estivermos por aqui.
Suely Souza 23/05/2023
Excelente Introdução de texto, de uma forma leve , mas que aborda um assunto melancólico, que nos toca emocionante. Gostei da forma como a morte foi abordada, e de que maneira devemos lidar. Estarei aqui a espera de novas matérias. Agradecida @brunabertholdo.
Daniela Paes de Barros 23/05/2023
é bem isso, quanta dificuldade de aceitar, né. A gente cresce sabendo que tudo que é vivo morre, mas não tem dor maior.
Esayanna Magalhães Bach 23/05/2023
Adorei o texto, me auxiliou um tanto, grata amiga.
Gessica 23/05/2023
Excelente artigo ????????????????????
9 comentários