Artigos Sexta-feira, 15 de Julho de 2011, 18:37 - A | A

Sexta-feira, 15 de Julho de 2011, 18h:37 - A | A

A importância da água

É provável que a decisão da Câmara de Cuiabá de aprovar o novo formato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário só seja compreendida dentro de alguns meses. Talvez até alguns anos. A população irá aprovar quando a água for universalizada

ARNALDO PENHA

Divulgação

É provável que a decisão da Câmara de Cuiabá de aprovar, por maioria, o novo formato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário só seja compreendida dentro de alguns meses. Talvez até alguns anos.

Por certo, a maioria absoluta da população irá aprovar, com louvor, quando a água estiver universalizada e for colocada uma pedra nas atuais reclamações cotidianas de falta do precioso líquido nas caixas de reservação de residências, edifícios escolas, comércios e até unidades de saúde.

A excessiva propaganda contrária que vem sendo feita, maciçamente, por alguns políticos oportunistas e setores da imprensa, sem dúvida, ocorre muito mais por desinformação do que por má fé ou tentativa de prejudicar a imagem do Poder Legislativo de Cuiabá.

O novo formato para o regime de concessão dos serviços públicos de Saneamento e Abastecimento de água da Capital, com a criação da Agência Municipal, não deve gerar especulação muito menos revolta.

É bom que fique claro que jamais se falou em privatizar o sistema. E o problema do saneamento é de amplo conhecimento da população, há décadas. Não quero discutir privatização, porque isso não existe. Nem é permitido pela Constituição da República.

É possível que haja um modelo de gestão contemporâneo, com terceirização ou Parceria Pública Privada (PPP).

A água é essencial para a população e, desta forma, a tarifa e a fiscalização vão continuar sob controle da Prefeitura de Cuiabá. É por isso que criou-se a Agência. Considero a água é uma questão de saúde pública.

É de se lamentar que alguns poucos, graças à Deus, insistam em conquistar dividendos políticos com um assunto de extrema importância para os cuiabanos, sendo que a água é um das nossas maiores riquezas.

Quanto à polêmica levantada sobre a votação, considero-a desnecessária e improdutiva. A sessão da última terça-feira (12/07) foi suspensa por duas horas e, depois, por mais uma. Passado esse período, como determina o Regimento Interno, retomou-se a sessão ordinária normal e os projetos em pauta foram votados, inclusive a criação da Agência Municipal de Regulação do Abastecimento de Água.

Portanto, a lei que cria a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (AMAES) não representa a privatização do sistema. E é isso que desejo deixar bem claro.

(*) ARNALDO PENHA é presidente em exercício da Câmara de Cuiabá.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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