O título pode soar um pouco provocativo e insinuante, mas a verdade é que a baixa produtividade é algo que vem assolando o setor produtivo em nosso país. Não importa se falamos de pequenas empresas, grandes corporações ou mesmo iniciativas individuais: quando a produtividade é baixa, o custo é sempre elevado, e quem paga essa conta é toda a sociedade.
Pensemos na lógica de um investidor. Ao decidir aplicar seus recursos em um novo negócio ou projeto, sua primeira preocupação é o retorno. Não basta ter uma boa ideia, um conceito inovador ou um plano bem elaborado, o que realmente importa é a capacidade de transformar esse esforço em resultados concretos. O foco principal do investidor é o retorno gerado pela produtividade do empreendimento frente ao risco assumido, e a partir disso, vamos quantificar custos fixos e variáveis e todas as demais variáveis a serem consideradas.
É nesse ponto que se revela a essência da discussão: a alta produtividade é o fator preponderante do desenvolvimento social. Ela é capaz de multiplicar recursos, acelerar resultados e garantir que o investimento se torne sustentável e escalável. Quando a produtividade é elevada, o retorno aparece de forma clara e convincente. Quando é baixa, mesmo grandes ideias podem se perder em meio à ineficiência.
Portanto, defender a produtividade não é apenas uma questão de gestão empresarial, mas de sobrevivência econômica. Um país que não valoriza a eficiência em seus processos, que não busca constantemente melhorar a forma como produz, está condenado a perder competitividade e a ver seus investimentos se esvaírem. A baixa produtividade custa caro porque corrói o potencial de crescimento e mina a confiança de quem acredita no futuro.
Se quisermos avançar, precisamos colocar a produtividade no centro da discussão. O retorno ao risco é gerado pela eficiência que sustenta negócios, atrai investimentos e constrói prosperidade. A alta produtividade é, em última instância, o verdadeiro motor do desenvolvimento.
(*) EDSON DAHMER é Diretor regional do Senac em Mato Grosso. Atua na articulação entre educação profissional, desenvolvimento econômico e inovação para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.
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