Sem um pronunciamento oficial, o anúncio foi feito por meio de um cartaz em seu estande durante a 50ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, realizada entre 23 de abril e 11 de maio, informando que este é o último ano de atividade da editora e a última feira da qual participa.
No ano passado, a casa editorial foi fortemente impactada pela decisão dos herdeiros de Quino, o criador da Mafalda, de fechar um acordo com uma nova editora. Desde agosto de 2025, as tiras são lançadas pela Sudamericana, selo editorial do conglomerado Penguin Random House.
Ao jornal La Nación, Ana María Kuki Miller, fundadora da empresa, confirmou a notícia. "A editora não está à venda, como nunca quisemos que estivesse. Simplesmente a fecho porque considero que um ciclo se cumpriu para a editora e para mim, além de todos os demais fatores que modificaram a atividade do nosso setor", afirmou ela.
"Foi um golpe no coração; De la Flor era Quino e Quino era De la Flor", disse Ana María sobre a retirada da obra de Quino, que era seu amigo.
Segundo o La Nación, o fechamento também se explica por outros motivos: a queda no consumo, o aumento dos custos e as mudanças nos modos de editar. Há um ano, a editora já não imprimia exemplares.
Na De la Flor foram publicados em espanhol o primeiro romance de Umberto Eco, O Nome da Rosa, além de contos e romances de Roberto Fontanarrosa, Griselda Gambaro, John Berger e clássicos de não ficção de Rodolfo Walsh, entre outros autores.
(Com Agência Estado)
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