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Variedades Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 15:12 - A | A

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Terça-feira, 12 de Maio de 2026, 15h:12 - A | A

"OITO É O NÚMERO DA SORTE"

Campeã do BBB, Ana Paula Renault defende empoderamento: 'Quero é ser feliz, com um ou com vários'

Jornalista, vista como uma das participantes mais icônicas da história do reality, é a estrela da Capa gshow de maio e revela como se tornou a dona do jogo e de sua própria narrativa na vida

GSHOW

Poderosa, sem nenhum receio de ser quem é, com um humor afiado e personalidade única. Ana Paula Renault é considerada por muitos como icônica, daquelas que não baixam a cabeça pra ninguém e que sabem como tomar as rédeas da própria história. Campeã do BBB 26, ela é um fenômeno por onde passa. Aclamada como protagonista e dona do jogo, a jornalista entra para a galeria de participações mais marcantes do reality e estrela a Capa gshow de maio em um ensaio deslumbrante que reflete toda sua potência como mulher.

Aos 44 anos, a jornalista conduz sua trajetória de forma inspiradora para muitas mulheres, defendendo seus ideais com determinação e coragem. Ao mesmo tempo em que dribla as adversidades da vida, em meio aos inúmeros compromissos como ex-BBB, ela concentra sua força e divide seus sentimentos entre o recente luto do pai Gerardo Renault - que morreu enquanto ela ainda estava confinada no reality - e a alegria de ter vencido o reality de maior projeção do Brasil.

Agora milionária, a mineira conta o que almeja para o futuro, abre o coração sobre a fase de solteira e revela como a relação com os pais moldaram essa personalidade de mulher consciente, que luta pelo empoderamento feminino e celebra ser ouvida em uma sociedade em que muitas já foram silenciadas pelo machismo.

Nunca imaginei que teria essa virada de chave, que as pessoas se abririam para me escutar. A melhor notícia que recebi quando eu saí foi que as mulheres estavam se sentindo mais livres para opinar, falar, seguras para serem ouvidas. Se minha participação teve algum sentido mais amplo, foi exatamente esse."

Missão no BBB
Quem vê a sagitariana toda confiante, não imagina que o friozinho na barriga a acompanhou no início da jornada do BBB 26. "Eu entrei com receio, mas eu fui com medo mesmo, porque eu já tinha vivido isso e sabia que não era fácil".

No BBB 16, há dez anos, Ana foi desclassificada e reconhece seu erro. "A gente não tem que apagar os erros da nossa vida. Já errei inúmeras vezes, continuo errando, e é ter essa consciência presente dos erros na minha vida para conseguir evoluir".

Já no BBB 26, ela conta que entrou na casa sem nenhuma estratégia e declara que em nenhum momento pensou em desistir do programa, nem temeu o cancelamento.

"As pessoas tentam me cancelar desde que elas me conhecem. Então eu sabia que era algo que poderia acontecer, mas que é o risco que se corre para gente conseguir ser ouvida, né?".

Além de entrar na competição para garantir sua aposentadoria e ampliar suas oportunidades profissionais, a jornalista entrou focada em seus ideais e conta qual foi sua missão no reality.

Força que vem de berço
Ana Paula Renault vive o recente luto do pai, que morreu quando ela ainda estava confinada. Focada em compromissos, a jornalista ainda está processando tudo o que aconteceu, mas guarda com carinho as boas memórias de seu grande incentivador.

Se hoje a comunicadora se posiciona, a força também vem de sua história familiar. Seu apoio emocional nos momentos mais difíceis não poderia vir de outro lugar. "Foi o meu pai, antes, durante e depois do reality. Porque meu pai era a figura viva que eu trocava durante todos esses anos. E minha mãe, eu sou a mulher que eu sou, porque sou muito parecida com ela. Ela já era disruptiva desde a época dela", conta a ex- BBB sobre Maria da Conceição, que morreu quando Ana tinha 16 anos.

 

Ao olhar pra história da família, Ana lembra com orgulho dos ensinamentos que teve. "Minha mãe sempre foi uma mulher à frente do tempo. Ela tinha liberdade para ser quem ela era. Saiu da roça, foi pra capital se formar. Isso era algo completamente disruptivo. Se formou em Letras, que era o curso da época que as mulheres faziam. Depois ela conheceu o meu pai, que era de uma família bem diferente da dela, desde condições sociais... Ela nunca se sentiu inferior por isso".

Bruxona? Sim, com orgulho!

Dentro do BBB, a jornalista acabou assumindo o apelido de bruxona. Agora, fora da casa, ela explica por que aderiu ao título. "A humanidade sempre teve medo de mulheres que voam, sejam elas bruxas, sejam elas livres. Porque todas nós mulheres somos bruxonas, né? Só que antigamente nos tachavam como feiticeiras do mal e nos queimavam vivas. E, agora, o que que é ser queimada viva? É ser cancelada, colocada como mentirosa, como histérica, louca. É essa a nossa inquisição atual".

Durante o reality, Ana Paula Renault teve atritos com muitos participantes. Ao ser questionada sobre por qual motivo acredita que tantas pessoas possam ter tido desavenças com ela, a mineira compara com situações aqui de fora.

Solteira, sim! Sozinha, nunca!
Focada em cumprir agendas profissionais, a ex-BBB conta que segue solteira, mas brinca: "Como dizia meu pai, eu tenho vários, mas não tenho nenhum". Dona de si, ela também conduz esse aspecto da vida com leveza e bem longe de preconceitos.

"Pro meu pai, com quase 100 anos de idade, eu contava tudo, inclusive dos contatinhos. Ele virava e falava assim: 'É... você tem vários, mas, na verdade, você não tem nenhum'. Ele está errado? Não está. Mas continuo aí na pista sempre, o que eu quero é ser feliz, seja com um, seja com vários."

E será que Ana está disponível para se apaixonar? "Aberta, mas eu sempre falei e volto a repetir que as mulheres funcionam melhor na fartura, porque quando elas têm só um, elas ficam muito focadas nesse um, e aí choram, se desesperam, sofrem muito. Aí, quando têm dois, ok, começa a dividir ali a atenção. Com três também, agora cinco é um número muito bom, porque se um faz uma coisa que você não gostou, o outro já mandou 'e aí sumida?' e você já chamou a atenção do outro e já saiu com outro, no outro dia, na sequência, tem mais um. Eu acho cinco um bom número. Agora se você conseguir equilibrar oito pratinhos... Vocês vão entender que oito é o número da sorte".

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