A dificuldade do prefeito Abilio Brunini (PL) em consolidar uma equipe de confiança tem sido um dos principais entraves da atual gestão em Cuiabá. A avaliação é do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que atribui o cenário ao curto tempo que o gestor teve para se preparar antes de assumir o comando da capital.
Com experiência à frente do Palácio Alencastro, Wilson afirmou que a chegada rápida de Abilio ao Executivo municipal trouxe consequências diretas para a administração, especialmente na formação do primeiro escalão.
“O Abilio chegou muito rapidamente à prefeitura, muito precocemente. Isso tem vantagens e desvantagens. A principal desvantagem é que ele não teve tempo de construir uma equipe confiável”, ressaltou Wilson, durante entrevista ao Programa Opinião da TV Pantanal desta quarta-feira (15).
Segundo o parlamentar, a ausência de um planejamento mais estruturado antes da posse acabou refletindo na instabilidade dentro da própria gestão. Ele aponta que a falta de uma base técnica consolidada dificulta a continuidade das ações e compromete a entrega de resultados.
Para Wilson, esse cenário ajuda a explicar a alta rotatividade em secretarias estratégicas da Prefeitura de Cuiabá. Em pouco mais de um ano, áreas essenciais passaram por sucessivas trocas de comando, o que, na avaliação dele, interrompe políticas públicas e fragiliza a gestão.
“Por isso ele já tem pastas que em 15 meses ele já trocou três, quatro vezes. Pastas estratégicas como a educação, a secretaria de mobilidade urbana, a secretaria de saúde. Isso é muito grave para a continuidade de políticas públicas”, afirmou.
O deputado também destacou que a trajetória política de Abilio foi construída fora do Executivo, o que, na visão dele, amplia os desafios na condução da prefeitura. Antes de assumir o cargo, o atual prefeito atuou no Legislativo, sem experiência prévia na gestão direta de estruturas administrativas.
“Ele nunca exerceu um mandato de executivo, seja em nível municipal, estadual ou nacional. Ele nunca foi um secretário de Estado, um secretário municipal, ele foi vereador na capital de uma gestão extremamente polêmica. Vereador de oposição e ficou dois anos também como deputado federal de oposição”, declarou o parlamentar.
Para o ex-prefeito, a combinação entre inexperiência administrativa e falta de tempo para estruturar uma equipe sólida ajuda a explicar as dificuldades enfrentadas pela atual gestão no dia a dia.
“Não teve tempo suficiente de maturidade, de construir uma equipe, de desenvolver capacidade e planejamento. E isso tem demonstrado aí no dia a dia as dificuldades que ele tem de manter uma boa equipe e de apresentar resultados à cidade”.
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