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Política Quarta-feira, 22 de Julho de 2026, 14:27 - A | A

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Quarta-feira, 22 de Julho de 2026, 14h:27 - A | A

DURANTE CONVEÇÃO

WF acusa articulação para impedir candidatura ao Paiaguás: "tentaram me impedir"

Senador afirma que sofreu pressão durante articulações da direita, nega rompimento com José Medeiros e garante que ambos estarão juntos na campanha do PL

BIANCA MORTELARO e GABRIEL BARBOSA
Do Local/ Da Redação

HNT

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O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), voltou a comentar nesta terça-feira (22) a crise enfrentada durante as articulações para a definição da candidatura da direita ao Palácio Paiaguás. Durante coletiva de imprensa na convenção estadual do PL, em Cuiabá, o parlamentar afirmou que houve uma tentativa de impedir sua candidatura e relembrou o impasse envolvendo o Republicanos.

Ao comparar a situação com outros rearranjos políticos dentro do PL, Wellington disse que mudanças de espaço partidário são naturais, mas afirmou que, no seu caso, a intenção era inviabilizar sua disputa pelo governo.

"Você pode fazer de forma traumática ou não. Agora, no meu caso, eles queriam simplesmente não deixar a candidatura. Aí não dá", declarou.

Apesar de reviver o episódio, o senador procurou minimizar o desgaste interno com o senador José Medeiros (PL), que chegou a defender outro caminho durante as negociações. Segundo Wellington, a divergência ocorreu apenas no campo político e nunca comprometeu a relação pessoal entre ambos.

"Sempre estivemos juntos. Primeiro, somos de Rondonópolis. Divergências de momento partidário são comuns. Eu nunca xinguei o Medeiros, ele nunca me xingou. Ele divergiu de mim porque eu também divergiria, mas nunca fez uma agressão."

O pré-candidato afirmou ainda que o próprio Medeiros foi convidado por ele para integrar o PL e que poderia, inclusive, ter sido o escolhido para disputar o Governo do Estado.

"Eu convidei o Medeiros para vir para o PL. Convidei também o Odílio para ser pré-candidato a governador. Fiz isso publicamente e liguei para ele. Poderia ser ele o candidato, sem problema nenhum. Coube a mim e eu trabalhei para isso também."

Wellington destacou que o grupo hoje está pacificado e garantiu que fará campanha ao lado de Medeiros durante o processo eleitoral. O senador também afirmou que o impasse jamais teve caráter pessoal, mas estava relacionado exclusivamente às discussões sobre alianças partidárias.

"Hoje estamos juntos aqui. Vamos fazer uma campanha ainda mais tranquila. A nossa divergência não era pessoal. Era unicamente em relação ao Republicanos."

CONTEXTO

A fala faz referência às negociações conduzidas nas últimas semanas entre as cúpulas nacionais das duas siglas. Na ocasião, o Republicanos condicionou o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à retirada de candidaturas do PL aos governos estaduais em alguns estados considerados estratégicos, entre eles Mato Grosso.

Wellington resistiu à articulação desde o início e chegou a comunicar ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que a possibilidade de desistir da disputa era "zero". O episódio abriu um impasse entre as direções nacionais e ampliou a disputa política entre o senador e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição.

Durante a convenção, Wellington afirmou que respeita as movimentações partidárias quando há espaço para diálogo, mas criticou o que classificou como uma tentativa de impedir sua candidatura.

Durante a entrevista, Wellington ainda classificou sua participação na disputa eleitoral como uma missão pessoal e disse enxergar a política como um compromisso de vida.

"Eu faço política como um sacerdote. Eu gosto de fazer política. Estar nesse embate, para mim, é um desafio. Eu acredito que vamos vencer."

Ao falar sobre a formação da chapa, o senador também reforçou que a definição de sua candidatura ao Senado ocorreu por decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, optou por lançar apenas um nome da legenda em cada estado para aumentar as chances de eleger aliados.

"Foi uma decisão do presidente Jair Bolsonaro. Quando conversamos com ele, nossa ideia era lançar dois candidatos, mas ele disse que queria apenas um por estado para garantir a eleição de pelo menos um senador."

Segundo Wellington, Bolsonaro também participou da escolha do primeiro suplente da chapa, ao indicar o empresário Odílio Balbinotti para a função.

"Eu chamei o Odílio, mas o presidente Jair Bolsonaro já tinha feito o convite. Ele disse que queria alguém alinhado com o nosso projeto caso fosse necessário assumir o mandato."

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