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Política Terça-feira, 13 de Setembro de 2022, 16:47 - A | A

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Terça-feira, 13 de Setembro de 2022, 16h:47 - A | A

"POLÍTICA DO ÓDIO"

Rosa Neide vê morbidez e medo nas pessoas: "muitos não querem falar sobre política"

Para petista, atual cenário se deve ao modelo endossado pelo atual presidente

ALEXANDRA LOPES
Da Redação

Candidata à reeleição, a deputada federal Rosa Neide (PT) avaliou, nesta segunda-feira (12), que o atual cenário político no país é de morbidez ao destacar que os eleitores pouco participam do processo, lembrando que muitos se recusam a declarar voto ou até mesmo pregar “santinho” por medo. Para a parlamentar, o Brasil está assim por conta das diversas declarações controvérsas do presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de disseminar o ódio pelos adversários na corrida ao Planalto.

“O Brasil está assim na maioria dos Estados. Isso é devido ao modelo que está sendo colocado pelo o atual presidente da República. Essa política do ódio, de ameaça, das pessoas ficarem com medo, com medo de irem às ruas, com medo de pregar um adesivo no seu carro e sofrer uma represália. A gente viu o que aconteceu semana passada em Confresa. Os pais dizem aos filhos para não participarem, para não falarem em quem votam. Eu passo isso todos os dias. As pessoas ligam falando que votam em mim, mas não querem pregar adesivo porque elas têm medo”, pontou Rosa Neide.

A situação em Confresa citada pela petista é relativa ao assassinato de um apoiador do ex-presidente Lula (PT), praticado por um apoiador de Bolsonaro. O crime ganhou repercussão nacional, sendo comentado pelos presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e o próprio Lula.

LEIA MAIS: Presidenciáveis da "terceira via" também lamentam morte de "lulista" por briga política em MT

“Nós estamos no momento do medo no Brasil e a gente quer acabar com isso. Política é um negócio bacana, é dialogo, é debate. A gente tem que debater ideias. Vida particular das pessoas, o jeito de cada um, o time futebol, é de cada um. Eu tenho andado por outros estados a situação é a mesma, as pessoas ficam naquela morbidez, com medo de colocar a cara, mas acredito que agora nessa última quinzena vai dar uma esquentada e as pessoas vão se pronunciando aos poucos”, avaliou.

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